Bárbara Paz volta aos palcos com a peça Hell

De em janeiro 31, 2012

Bárbara Paz encarna a consumista e autodestrutiva Hell

Para abrir a programação do ano do Teatro Eva Herz, retorna à cidade, depois do sucesso no ano passado e de uma temporada no Rio, a peça Hell, primeira adaptação para o teatro do romance da escritora francesa Lolita Pille, que se tornou best-seller em diversos países.
Hector Babenco e Marco Antônio Braz adaptaram o livro, condensando a trama em apenas dois personagens, Hell e Andrea (interpretados por Bárbara Paz e Paulo Azevedo), que representam a juventude rica e consumista de Paris deste início de século. Preocupados unicamente com o supérfluo (consumo de roupas e objetos de grife) e baladas regadas a sexo, álcool e muita droga, o casal cai numa emboscada: eles se apaixonam. No entanto, como ambos não sabem lidar com os verdadeiros sentimentos e são frutos de uma sociedade competitiva em que os jovens são educados sem limites e ideais, as chances são maiores para a autodestruição do casal do que para a concretização da relação amorosa.

A trama de Hell se passa na capital francesa, mas poderia ser qualquer metrópole mundial, pois a obra é ao mesmo tempo um retrato cruel e uma crítica mordaz ao estilo de vida dos jovens ricos do século XXI.
Com uma linguagem ágil e dinâmica, a garota (registrada como Ella mas usa somente o pseudônimo de Hell), relata sua vida como estivesse escrevendo um diário ou um blog virtual. Fumando e bebendo sem parar, Hell troca de roupa, de cenário e de astral com uma rapidez incrível e o público embarca na ‘viagem’ da personagem com a mesma agilidade da narrativa.

Bárbara e Paulo Azevedo vivem Hell e Andrea, jovens ricos e consumistas da Paris dos nossos tempos

 

 

O diretor sendo um cineasta, trouxe para o espetáculo uma plasticidade contagiante, muito próxima da sétima arte. Isto fica nítido na cena em que Hell canta diante de uma tela com um vermelho intenso e na cena de amor do casal, que além da sintonia entre os atores o ritmo lembra muito uma tomada em câmera lenta. Emoção e entrosamento total!
Ao lado de Babenco, é preciso destacar o trabalho de Giovanni Bianco, responsável pela concepção de imagem, da luz de Beto Bruel, cenários de Felipe Tassara e figurino de Renata Correa.

Hell já é um grande marco na carreira da atriz

 

 

Entretanto, o grande destaque de Hell é sem dúvida para Bárbara Paz, que revela um rigor na composição de um personagem denso, de uma solidão profunda e de um completo desapego à vida. Saí da sala de espetáculo com um vazio no peito e uma desesperança, muito em função da carga dramática e a entrega que Bárbara tem com a personagem niilista de Lolita Pille.

Fotos: João Caldas


4 Comentários

Well Castro

abril 11, 2012 @ 01:40

Resposta

Que texto primoroso, sei que vai soar repetitivo, mais fiquei com ainda mais vontade de ver, no próximo sábado estarei lá pra conferir tudo isso que falou!
Nunca vi a Bárbara Paz no teatro, estou bem curioso, gosto e admiro o trabalho dela na TV, mas pelo que li, acho que vou gostar!

Beijao

Maurício Mellone

abril 11, 2012 @ 14:49

Resposta

Well:
tenho certeza q vc vai se surpreender e
adorar a performance da Bárbara: a comnposição dela
para a viciada e fútil Hell é extraordinária.
Bjs e obrigado pela visita, volte com mais frequência!

Rico

fevereiro 6, 2012 @ 16:42

Resposta

Nossa, to louco para ver! Depois de ler seus comentários quero mais ainda!
Seu blog está muito bom! Bastante dinâmico!
Bjo

Maurício Mellone

fevereiro 6, 2012 @ 19:15

Resposta

Rico:
Vá mesmo, o trabalho da Bárbara está maravilhoso, impactante!
Obrigado pela força: elogio de blogueiro antenado é mais
importante ainda!
bjs

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