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Bibi Ferreira festeja seus 90 anos e o público é o agraciado


Bibi Ferreira

Bibi Ferreira apresenta grandes sucessos em show que marca seus 90 anos

As comemorações são pelos 90 anos de vida e 71 de carreira de Bibi Ferreira, mas o presente quem ganha é o público. Em Bibi, Histórias e Canções a atriz, cantora, diretora desfila por 80 minutos seus grandes sucessos — detalhe, com um lindo vestido negro e um sapato de salto alto, Bibi se apresenta de pé o tempo todo! Como ela mesma brinca durante o show, parece que tem uns 13 ou 14 anos! Depois de imenso sucesso no Rio, o espetáculo fica em cartaz no Teatro Shopping Frei Caneca até o final de setembro; depois em novembro vai abrir os eventos do Ano do Brasil em Portugal e em seguida irá a Nova York para um concerto no Lincoln Center.

Com roteiro assinado por ela, pelo maestro Flávio Mendes e Nilson Raman, Bibi apresenta um breve resumo de sua carreira. Com a ajuda do maestro que faz um contraponto, alinhavando fatos, histórias e marcos da carreira, Bibi começa com os números dos musicais norte-americanos que ela trouxe para o país, como Minha querida Lady (adaptação de 1962 do musical My fair lady) e Alô Dolly ( adaptação de Hello, Dolly, de 1965). O Homem de La Mancha de 1972 (que Bibi estrelou ao lado de Paulo Autran) e Gota d’Água, espetáculo de 1975 assinado pelo marido Paulo Pontes e Chico Buarque também são relembrados.

Bibi Ferreira

Ao lado do maestro Flávio Mendes e 20 músicos, Bibi canta e conta histórias de sua vida

Bem-humorada, Bibi relata fatos pitorescos de sua vida, intercalando com as canções. Ela conta que seu pai, o saudoso Procópio Ferreira, adorava óperas, mas como ela não entendia muito bem as letras, fazia paródias; com a melodia das óperas como La Traviata e O Barbeiro de Sevilha ela introduzia as letras de sambas e marchinhas de carnaval. Estas versões são hilárias e o público não se contém de tanto rir. E o interessante é que depois da brincadeira Bibi termina este esquete cantando divinamente uma das óperas em italiano!
E se apresentar em outros idiomas é corriqueiro para Bibi: ela canta em inglês, francês, espanhol, como se fosse nascida nos países destas línguas. Diz que por ser filha de uma argentina, o tango é muito natural para ela. Outro destaque é quando ela relembra fados do espetáculo que fez em homenagem a Amália Rodrigues. Tive a sorte de no dia em que assisti ao show, a cantora Roberta Miranda estava na plateia e Bibi a convidou para dividir Nem às Paredes Confesso. Sucessos de Chico Buarque, Noel Rosa, Tom Jobim e Vinícius de Moraes também não ficam de fora.
No entanto o ápice do show é quando Bibi relembra o espetáculo que produziu em homenagem à cantora e compositora francesa Edith Piaff. Ao interpretar Non, Je ne Regrete Rien e L’Hymne à L’Amour o imenso auditório do teatro vem abaixo em aplausos emocionados. Difícil conter as lágrimas!
Elogiar o talento e a criatividade de Bibi Ferreira parece senso comum. Mas o exemplo de vida — pessoal e profissional — desta artista brasileira deve ser enaltecido sempre. Suas interpretações já fazem parte da história do teatro mundial. Vida eterna, Bibi! Acompanhe um vídeo em que ela canta o sucesso de Piaff:

 

[vídeo]http://www.youtube.com/watch?v=z6oFcIDSsxM[/video]


Foto: Stúdio Prime

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Maurício Mellone

Como jornalista — tendo atuado em rádio, TV, jornal, revistas e assessoria de imprensa —, a palavra sempre foi minha matéria prima. No entanto, desde 2000 venho cultivando o plano B, ou seja, mantenho no meu velho PC um arquivo com meus escritos, que na verdade já era um pré-blog. Lá, deixo fluir a imaginação para que a linguagem inclusive ganhe novos contornos.


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