Filme: O Abismo Prateado, foto 1

Canção de Chico Buarque inspira filme estrelado por Alessandra Negrini

De em abril 29, 2013

Filme: O Abismo Prateado, foto 1

Alessandra Negrini é a protagonista do filme de Karim Aïnouz

O mesmo diretor de O Céu de Suely, Karim Aïnouz, volta à carga e foca novo filme na história de uma mulher. Desta vez em O Abismo Prateado, Violeta, interpretada por Alessandra Negrini, é uma dentista, casada e com um filho adolescente. Tudo parece muito bem — o casal tem uma fogosa noite de amor — até ela receber pelo celular, durante o expediente, um recado do marido, Djalma vivido por Otto Jr. Sem contar para ninguém o teor do recado, ela começa a perder o controle. Deixa o consultório e de bicicleta pelas ruas do Rio de Janeiro sofre um pequeno acidente; vai pra casa e resolve procurar o marido que havia viajado para o sul. Neste descontrole inicial é que a verdade vem á tona: Djalma disse que depois da viagem não voltará pra casa e que não a ama mais! A partir daí o filme narra as 24 horas na vida daquela mulher desesperada.

Filme: O Abismo Prateado, foto 2

Thiago Martins e Gabi Pereira são pai e filha que cruzam o caminho de Violeta (Alessandra)

As cenas iniciais são com Djalma no mar, à noite, e em seguida o casal na cama. Mais do que apresentar a vida daquela família, o clima sugerido neste início é de expectativa e dúvida, o que vai se acentuando depois que Violeta ouve a mensagem em seu celular. Com poucas palavras, o espectador precisa juntar as peças e construir o enredo sugerido pelas andanças da personagem pela cidade e como ela se relaciona com as pessoas que vai cruzando pelo caminho. Como consegue passagem para viajar somente na manhã do outro dia, ela se vê obrigada a refletir sobre tudo o que está acontecendo consigo. Só depois de muito andar é que ela admite a Nassir (Thiado Martins), um estranho que conhece na praia, que foi abandonada pelo marido. Avaliando a relação do rapaz com a filha pequena — estão de partida para o norte do país — e comparando com o seu universo é que Violeta vai se reencontrando.

“Quando você me deixou, meu bem,/
Me disse pra ser feliz e passar bem./
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci/,
Mas depois, como era de costume, obedeci.”

A música de Chico serviu como base do roteiro, assinado por Karim e Beatriz Bracher, mas não se trata de um clipe. O Abismo Prateado procura retratar o que sente uma mulher, pega de surpresa já que nem desconfiava da crise conjugal, que é rejeitada pelo companheiro. Que atitude tomar, como reagir e qual o próximo passo

“…Quando você me quiser rever/
Já vai me encontrar refeita, pode crer.”

 
O que Chico propõe nesta canção não é nada fácil de conquistar, mas Violeta tenta se refazer! Por isto o destaque do filme é para o desempenho de Alessandra Negrini, que imprime verdade ao drama da personagem.  Para aguçar a vontade de assistir ao filme, acompanhe a seguir Maria Bethânia interpretando este clássico de Chico Buarque. 

 

 


Fotos: divulgação

 

Site Aplauso Brasil, especializado em Teatro
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