Filme: Éden, foto 1

Éden: filme com Leandra Leal fala de efeitos da violência urbana

De em maio 17, 2017

Filme: Éden, foto 1

Leandra Leal interpreta uma grávida de 8 meses que vê seu marido ser assassinado

Infelizmente o que é retratado em Éden, filme de Bruno Safadi, não é exceção, podia até ser uma reportagem atual. A trama se passa em 2012, na Baixada Fluminense, onde Francisco (André Ramiro) é assassinado friamente na rua (seria bala perdida?), deixando sua mulher, grávida de oito meses, Karine, vivida por Leandra Leal, totalmente desamparada. Sem chão, ela aceita ir com Wagner, seu irmão, interpretado por Júlio Andrade, a um culto da Igreja Evangélica do Éden, cujo pastor Naldo, papel de João Miguel, a convence a se hospedar por lá. Karine até aceita participar de um projeto filantrópico da igreja, mas aos poucos descobre métodos no mínimo escusos para arregimentar os fiéis.

Filme: Éden, foto 2

Leandra contracena com Júlio Andrade e João Miguel

O filme tem poucos diálogos e um ritmo lento, dando ênfase ao mundo interior de Karine, que está sem entender tudo o que lhe aconteceu. Seu passado — a relação amorosa com o marido, o início da gravidez e a morte de Francisco — é apresentado em cenas intercaladas com o seu presente e sua gravidez de risco. Por isso que Karine não tem muita reação ao ser conduzida à igreja e ficar imbuída pelo clima reinante dos cultos, principalmente pelo vigor dos sermões do pastor. No entanto, ela começa a desconfiar de uma fiel que também está grávida e resolve segui-la. Sua intuição não falhou: Karine descobre que a moça (Cristina Lago) é a esposa de Vinte Anos (João Pedro Zappa), codinome do assassino de seu marido. E para piorar, ela também fica sabendo que o pastor acoberta o criminoso.

Filme: Éden, foto 3

Cartaz do filme de Bruno Safadi

 

 

Mesmo com uma bela fotografia, o roteiro, assinado por Antonia Pellegrino e pelo próprio diretor, não aprofunda temas apenas tocados de relance, como a violência urbana desmedida, o crescimento das igrejas evangélicas e os meios não tão éticos de convencimento dos fiéis. No entanto, o destaque fica para a delicada e sensível interpretação de Leandra Leal (as cenas do parto são comoventes), e as vibrantes atuações de Júlio Andrade, na pele do convicto evangélico, e de João Miguel para o pastor da igreja.

 

 

 

 

 

Fotos: divulgação


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