RSS FACEBOOK TWITTER

Filme sueco abre o 22º Festival Mix Brasil da Cultura da Diversidade


Filme: Algo a romper, foto 1

O filme da Suécia “Algo a romper”, da diretora Ester Martin, abriu o festival

Considerado o maior festival com temática LGBT da América Latina, o 22º Festival Mix Brasil da Cultura da Diversidade teve início ontem no Centro Cultural São Paulo. A atriz Fabíula Nascimento, como mestre de cerimônia, fez um breve histórico do festival, ressaltando o crescimento da produção nacional, que neste ano já representa 50% dos filmes exibidos. Pela primeira vez também haverá premiação entre os dez filmes brasileiros de média e longa metragem, além da já consagrada premiação para os curtas nacionais.
A programação conta ainda com 30 países participando do Panorama Internacional e os programas de curtas estrangeiros. O teatro também está bem representado, com espetáculos de sucesso nos palcos (como Genet e Ou você poderia me beijar) e a estreia mundial de A Geladeira, totalizando 16 espetáculos, performances e leituras dramáticas. Há ainda espetáculos de dança, o Show do Gongo apresentado pela atriz Marisa Orth e as festas com a participação de diversos Djs.

Festival Mix 2014, foto 2

Logo do Festival

O diretor artístico do festival, João Federici, na solenidade de abertura fez questão de ressaltar o crescimento da produção nacional de filmes que discutem a diversidade sexual e como o Mix Brasil vem desde a década de 1990 sendo um espaço para reflexão do tema. André Fischer, codiretor do festival, lembrou ainda a trajetória do diretor Daniel Ribeiro, que por duas vezes ganhou o Show do Gongo, depois ganhou dois prêmios com curtas, inclusive o que o impulsionou a filmar o premiado Hoje eu vou voltar sozinho, que é o representante brasileiro a disputar o Oscar/2015 de filme estrangeiro.

Filme: Hoje eu quero voltar sozinho, foto 3

Hoje eu quero voltar sozinho, representado do Brasil na disputa do Oscar de filme estrangeiro

O destaque da abertura do festival foi a exibição do filme sueco Algo a Romper, da diretora Ester Martin, que conta a história de amor entre dois rapazes, o andrógino Sebastian e Andreas que diz não ser gay. Eles se conhecem no dia em que Sebastian é agredido num banheiro por um homofóbico e Andreas o defende. Eles logo se entendem e passam o verão juntos, numa perfeita unidade. No entanto, ambos precisam lidar com questões íntimas que os deixam perturbados. De um lado, Andreas insiste em não assumir sua atração por homens e, de outro, Sebastian, que precisa deixar seu lado feminino aflorar, deixar com que a Ellie seja a protagonista de sua vida. Filme sensível, com cenas de extrema delicadeza e sensualidade.

Festival Mix,  Blood, foto 4

Blood, coreografia do brasileiro Jean Abreu para a sua companhia inglesa

Um dos grandes destaques internacionais deste ano é a apresentação do espetáculo de dança Blood, do bailarino e coreógrafo brasileiro Jean Abreu, baseado na obra da dupla Gilbert & George. Com sua companhia inglesa, Jean criou uma performance inspirada na celebração microscópica dos fluidos corporais da dupla.

O Festival com sua extensa programação se estende até o dia 23 de novembro e pode ser acompanhado no Centro Cultural São Paulo, CineSESC, Itaú Augusta, Cinesala Sabesp e Museu da Diversidade. Para mais informação, acesse o site do evento: http://www.mixbrasil.org.br/

 

Fotos: divulgação

 

, , , ,

Maurício Mellone

Como jornalista — tendo atuado em rádio, TV, jornal, revistas e assessoria de imprensa —, a palavra sempre foi minha matéria prima. No entanto, desde 2000 venho cultivando o plano B, ou seja, mantenho no meu velho PC um arquivo com meus escritos, que na verdade já era um pré-blog. Lá, deixo fluir a imaginação para que a linguagem inclusive ganhe novos contornos.


Ver todos os posts de Maurício Mellone »

Nenhum comentário ainda.

Deixe uma resposta