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Gaudí: Barcelona, 1900- mostra do mestre catalão e seus contemporâneos


Exposição: 'Gaudi: Barcelona,1900', foto 1

Maquete da Basílica da Sagrada Família

Depois de já ter passado por Florianópolis/SC, a exposição Gaudí: Barcelona, 1900, com curadoria de Raimon Ramis e Pepe Serra, está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake até fevereiro. A mostra presta uma homenagem aos 90 anos de morte de Antoni Gaudí, o consagrado arquiteto catalão, que, segundo os curadores, com suas ideias e seu processo de trabalho abriu as portas a conceitos arquitetônicos considerados modernos até hoje. Com 46 maquetes, sendo quatro delas em escala gigante, e 25 peças entre objetos e mobiliário criados pelo mestre, a mostra conta ainda com 40 trabalhos de pintores e artesãos que, ao lado de Gaudí, compuseram a rica cena artística da cidade de Barcelona, na Espanha, nos anos 1900.
De acordo com os curadores, no final do século XIX e início do século XX a Espanha passou por profundas mudanças sociais e culturais decorrentes da revolução industrial, o que propiciou o surgimento do modernismo catalão, com o arquiteto Gaudí sendo um de seus maiores expoentes.

Exposição: 'Gaudí: Barcelona, 1900', foto 2

Entre dois capítulos/1890, tela de Ramón Casas

As duas salas que abrem a mostra são dedicadas aos artistas e artesãos contemporâneos de Gaudí, entre eles Santiago Rusinol, Ramón Casas, Gaspar Nomar, Isidre Nonell e Ricard Canais. Além de pinturas e esculturas, há nestas salas diversos objetos, entre lustres, puxadores de porta, grades, tapetes, azulejos e peças de mobiliário, como cadeiras, mesas, poltronas e cantoneiras, a maioria delas trabalhadas em delicada marchetaria.
As outras duas salas contêm somente o trabalho do mestre catalão, com objetos e adereços arquitetônicos (portas, janelas, puxadores de porta) e mobiliário (cadeiras, mesas e poltronas). No entanto, o grande destaque do espaço são para as maquetes, que são representações em escala reduzida de uma obra de arquitetura ou de engenharia. E o destaque das maquetes é para aquela considerada a maior obra de Gaudí, a Basílica da Sagrada Família. Além de detalhes da grande obra, há vídeos muito elucidativos, que mostram o processo construtivo do mestre catalão para a Basílica. É muito interessante observar a maquete e ao mesmo tempo entender como o arquiteto criou a obra através do detalhamento demonstrado nos vídeos. Depois de percorrer todo o espaço com as várias maquetes, o visitante chega ao final e se depara com a maquete completa da Basílica, que impressiona. Para finalizar, no saguão do museu, há ainda quatro gigantescas maquetes das obras de Gaudí.

 

“A experimentação técnica e formal de Gaudí, sua capacidade de absorver e reelaborar as teorias estéticas e arquitetônicas, fizeram dele um arquiteto de densidade única”, argumentam Raimon Ramis e Pepe Serra.

 

Exposição: 'Gaudí, Barcelona, 1900', foto 3

Mobiliário de artesãos contemporâneos de Gaudí

 

Neste período de férias escolares e festas de fim de ano, nada melhor do que um passeio cultural. E a exposição de Gaudí é uma excelente alternativa: a mostra fica na cidade até fevereiro. Há atividades voltadas para crianças e visita monitorada. Para mais informações, acesse o site www.institutotomieohtake.rog.br


 

Exposição: 'Gaudí: Barcelona, 1900', foto 4

Maquete da sacristia da Basílica da Sagrada Família

 

 

Roteiro:
Gaudí, Barcelona 1900
. Instituto Tomie Ohtake, Av. Faria Lima 201. Horários: de terça a domingo, das 11h às 20 h. Ingressos: R$ 12 e R$ 6; às terças entrada gratuita. Temporada: até 05 de fevereiro de 2017.

 

 

 

 Fotos: divulgação

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Maurício Mellone

Como jornalista — tendo atuado em rádio, TV, jornal, revistas e assessoria de imprensa —, a palavra sempre foi minha matéria prima. No entanto, desde 2000 venho cultivando o plano B, ou seja, mantenho no meu velho PC um arquivo com meus escritos, que na verdade já era um pré-blog. Lá, deixo fluir a imaginação para que a linguagem inclusive ganhe novos contornos.


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