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Kandinsky: tudo começa num ponto- retrospectiva sobre o artista russo


Exposição: Kandinsky, foto 1

São Jorge, de 1911

Depois de Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o Centro Cultural Banco do Brasil traz para sua sede em São Paulo a exposição Kandinsky: tudo começa num ponto, uma retrospectiva da carreira do artista russo Wassily Kandinsky, considerado mestre da pintura moderna e precursor do abstracionismo.
Com curadoria de Evgenia Petrova e Joseph Kiblitsky, a mostra reúne 153 obras e objetos do pintor russo e de outros artistas contemporâneos dele e que o influenciaram. O acervo tem como base a coleção do Museu Estatal Russo de São Petersburgo, além de obras de museus da Rússia e de coleções procedentes da Alemanha, Áustria, Inglaterra e França.

Exposição: Kandinsky, foto 2

Na canoa, de 1911

A grande novidade desta vez é que terminaram-se as filas para visitar as exposições no CCBB-SP; os interessados podem agendar a visita tanto pelo site como por meio de aplicativo nos aparelhos celulares. A exposição começa no quarto andar e se estende até o subsolo do prédio. O fim das filas na rua é muito bem vindo, mas em compensação a primeira sala do quarto andar estava lotada no dia em que visitei a mostra. Felizmente a partir do terceiro andar as salas têm um controle de pessoas na entrada.
A retrospectiva da carreira de Kandinsky está dividida em cinco blocos: no quarto andar, Kandinsky e as raízes de sua obra em relação à cultura popular e o folclore russo, há xilogravuras em preto e branco e em cor, pinturas de óleo sobre madeira, obras de contemporâneos do artista, além de objetos em madeira (portas, batentes, janelas e obras religiosas). No terceiro andar, Kandinsky e o universo espiritual do xamanismo no norte da Rússia, as composições têm como tema central o mundo interior do artista; destaque para Improvisações, que Kandinsky pintou em 1913, e Duas Meninas/1919 , de Pavel Filonov (o visitante precisa se afastar da tela para visualizar as meninas).
O segundo andar, Kandinsky na Alemanha e as experiências do grupo O Cavaleiro Azul, traz obras do final do século XIX e início do século XX, com destaque para Dois Ovais/1919 e Improvisação/1913. Já o primeiro andar é o espaço sensorial, Diálogo entre a música e a pintura, a amizade entre Kandinsky e o compositor Schönberg, que traz um vídeo abstrato e um grande quadro com a linha do tempo, mostrando os principais acontecimentos na vida de Kandinsky. No sobsolo, Caminhos abertos pela abstração: Kandinsky e seus contemporâneos, há diversas obras da Associação o Cavaleiro Azul, com destaque para as telas de Gabriele Münter, que viveu com Kandinsky por anos. O interessante deste final da mostra é para um vídeo de 30 minutos, muito esclarecedor sobre a rica e intensa vida de Wassily Kandinsky (acho que este vídeo poderia abrir a exposição e não fechá-la). Ao subir para saída, o público ainda pode apreciar uma instalação em que as obras são projetas em telas de tecido. O diretor geral da exposição sintetiza a importância de Kandinsky para a história da arte:

“Entender este gênio criativo implica entender também a sensibilidade que marca a arte desde o início do século XX. Esta exposição apresenta o prólogo dessa história enriquecida que é a arte moderna e contemporânea: o modo em que se forjou a passagem para a abstração, os recursos a partir dos quais a figuração deixou de ser única via possível para representar os estados mais vitais do ser humano e, finalmente, o novo caminho desbravado a partir dessa ruptura”, conclui Rodolfo de Athayde.

Exposição: Kandinsky, foto 3

Improvisação 11, de 1910

 

Roteiro: Kandinsky: tudo começa num ponto: 153 obras e objetos de Wassily Kandinsky. Centro Cultural Banco do Brasil, Rua Álvares Penteado, 112, tel. 11 3113-3651. Horários: de quarta a segunda, das 9h às 21h. Ingressos: gratuitos (visitação com hora agendada pelo site www.ingressorapido.com.br; disponível também em aplicativo para celulares). Temporada: até 28 de setembro.

 

 

 

Fotos: divulgação

 

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Maurício Mellone

Como jornalista — tendo atuado em rádio, TV, jornal, revistas e assessoria de imprensa —, a palavra sempre foi minha matéria prima. No entanto, desde 2000 venho cultivando o plano B, ou seja, mantenho no meu velho PC um arquivo com meus escritos, que na verdade já era um pré-blog. Lá, deixo fluir a imaginação para que a linguagem inclusive ganhe novos contornos.


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