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La La Land- Cantando Estações: pode ser o grande vencedor do Oscar/17


Filme: La La Land cantando estações, foto 1

Emma Stone e Ryan Gosling protagonizam o casal central do musical do diretor e roteirista Damien Chazelle

O filme que narra a história de encontros e desencontros entre um pianista de jazz e uma atriz iniciante na concorrida Los Angeles/ EUA durante as quatro estações do ano pode ser o grande vencedor na cerimônia de entrega do Oscar 2017, que acontece no próximo dia 26 de fevereiro.
Depois de ter conquistado sete prêmios no Globo de Ouro, o musical La La Land: Cantando Estações, do diretor e roteirista Damien Chazelle, recebeu 14 indicações ao Oscar, incluindo o de melhor filme, diretor, ator e atriz. Esta marca se iguala aos recordes de indicações de Titanic/1997 e A Malvada/1950.

Filme: La La Land cantando estações, foto 2

Cenas coreografadas enriquecem a produção

O filme começa com um gigantesco congestionamento num viaduto na cidade de Los Angeles/EUA e, do nada, os motoristas saem de seus carros e começam a cantar e a dançar. Da mesma forma que saíram dos automóveis, todos voltam, as buzinas recomeçam e Mia, vivida por Emma Stone, continua a estudar o texto de seu próximo teste como atriz; inconformado, Sebastian, interpretado por Ryan Gosling, dá ré em seu carro, passa por Mia e os dois se agridem.
A trama acompanha o cotidiano da garota, que trabalha numa lanchonete e participa de todos os testes de filmagens que consegue fazer! Invariavelmente é recusada, muitas das vezes sem nem receber um retorno dos diretores. Paralelamente à história dela, Sebastian acaba de chegar à cidade e também não é bem-sucedido em suas investidas: fã incondicional de jazz, ele só consegue emprego em restaurantes, que o obrigam a tocar tudo menos o que ele gosta. Num dos locais onde se apresenta, ele toca uma música que admira e é demitido sumariamente. A cena é observada por Mia, que acabara de chegar ao restaurante e gostou do que ouviu; mas ele está irritado, dá um encontrão na garota e nem se desculpa.
O próximo encontro é numa festa em que Sebastian se apresenta com um grupo e a plateia pede números musicais. Para se vingar, Mia pede uma música que o pianista detesta. Depois da apresentação, eles se encontram, mas as mágoas ainda sobressaem — parodiando Shakespeare com o clássico A Megera Domada, Mia e Sebastian mais parecem Catarina e Petruchio, que se odeiam, mas acabam se amando. Com Mia e Sebastian ocorre o mesmo: depois das rixas, o amor prevalece e ambos iniciam um grande romance. No entanto, as carreiras continuam a ter problemas. Parece que felicidade no amor não anda no mesmo compasso que o sucesso na carreira. Mia, incentivada pelo amado, resolve escrever uma peça com uma única personagem e, com muito esforço, estreia; mas o fracasso é retumbante. Por sua vez, Sebastian é contratado pela banda de Keith (John Legend) e faz imenso sucesso em turnê por todo o país. Entretanto, ele continua frustrado por não realizar seu sonho, o de criar um clube de jazz. Finalmente Mia consegue passar num teste e é contratada para se apresentar em Paris, capital francesa.

Filme: La La Land cantando estações, foto 3

Ryan e Emma são indicados ao Oscar/17

O roteiro perpassa as quatro estações do ano e a todo o momento mostra o encontro e o desencontro entre o casal, a realização dos sonhos e o sucesso em contraposição à vida amorosa de Mia e Sebastian. As cenas finais surpreendem os espectadores, com o jogo entre sonho e realidade. Confesso não ser um fã de musicais, mas o filme de Chazelle incita a reflexão sobre os desafios da vida, as escolhas e a luta para realizar sonhos, além de cenas encantadoras de dança e música. Os prêmios recebidos e os que virão são mais do que merecidos.

 

 

Fotos: divulgação 

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Maurício Mellone

Como jornalista — tendo atuado em rádio, TV, jornal, revistas e assessoria de imprensa —, a palavra sempre foi minha matéria prima. No entanto, desde 2000 venho cultivando o plano B, ou seja, mantenho no meu velho PC um arquivo com meus escritos, que na verdade já era um pré-blog. Lá, deixo fluir a imaginação para que a linguagem inclusive ganhe novos contornos.


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