Peça: Crônicas de Cavaleiros e Dragões- O Tesouro dos Nibelungos, foto 1

Livro de Tatiana Belinky sobre fábula medieval ganha versão teatral

De em maio 2, 2013

Peça: Crônicas de Cavaleiros e Dragões- O Tesouro dos Nibelungos, foto 1

Na pele do herói Siegfried e da princesa Kriemhilde os atores Ricardo Gelli e Natalia Quadros

Escritora consagrada de literatura infanto-juvenil e vencedora do troféu Juca Pato 2012 como intelectual do ano, Tatiana Berlinky tem pela primeira vez uma obra adaptada aos palcos. Pelas mãos do dramaturgo Paulo Rogério Lopes, o livro A Saga de Siegfried – O Tesouro dos Nibelungos ganha versão teatral. Uma das fábulas medievais mais conhecidas — a trajetória do herói Siegfried, um jovem filho de reis que sai pelo mundo em busca de conquistas e aventuras — é o mote central da peça infanto-juvenil Crônicas de Cavaleiros e Dragões– O Tesouro dos Nibelungos, em cartaz no Teatro SESI até final de junho, com ingresso gratuito.

Peça: Crônicas de Cavaleiros e Dragões – O Tesouro dos Nibelungos, foto 2

Niveo Diegues como padre celebra o casamento do Rei Gunther e de Siegfried, vividos por Adriano Merlinie e Ricardo Gelli

Sob direção de Kleber Montanheiro, que também assina a iluminação do espetáculo, a peça retrata a famosa epopeia germânica, escrita por volta do século 13 e ambientada em meados do século 4 d.C. O jovem Siegfried, entediado na corte, resolve ganhar o mundo e um de seus feitos mais grandiosos é matar um dragão. Na luta, ficou todo banhado com o sangue da fera, o que lhe concedeu poderes; como recompensa, ganha um anel com feitiço e sua trajetória ganha grandes proporções, com lutas e conquistas de tesouros e amores.

 

“O desafio de transpor uma obra épica para uma linguagem de teatro jovem foi descobrir a poética a ser delineada. A escolha recaiu sobre a formação e jornada de Siegfried e sua ligação com o Tesouro dos Nibelungos. A proposta foi adotar uma estrutura narrativa próxima a uma novela policial: primeiro mostra-se o momento crítico do herói, vítima de traição, e a partir daí traça-se um fio narrativo que oscila entre o presente trágico e o passado, quando o jovem defronta-se com seres fantásticos, conquistando poderes e tesouros”, explica Paulo Rogério Lopes.

 

Desta forma, a história vai e volta no tempo, o que requer atenção do espectador. Para o diretor, a intenção da montagem foi também a de aproximar a fábula medieval da nossa cultura:

“A música, forte elemento do espetáculo, colabora para isto. Estamos nas Terras de Gelo, no reino de Worns ou em Xantem, mas a força da música é totalmente reconhecível, poderia ser uma festa de Maracatu ou um jogo de capoeira”, diz Kleber Montanheiro.

 

Peça: Crônicas de Cavaleiros e Dragões – O Tesouro dos Nibelungos, foto 3

Joaz Campos como mercador aconselha Siegfried (Gelli)

 

 

Crônicas de Cavaleiros e Dragões– O Tesouro dos Nibelungos encanta pela agilidade com que a história é contada e o rigor do tratamento cênico: iluminação, trilha sonora, cenário e figurinos contribuem para que a saga do herói medieval chegue de forma clara aos jovens do século XXI.


2 Comentários

fernanda teixeira

maio 3, 2013 @ 13:58

Resposta

lindão, obrigada pela crítica. Superimportante para o espetáculo.
bj
Fernanda

Maurício Mellone

maio 3, 2013 @ 14:13

Resposta

Fernanda:
Que bom q vc gostou; fico feliz de poder ter ajudado.
Conte comigo, sempre!
bjs

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