na medida certa da boa educação

De em janeiro 4, 2011

Obra de Jerson Dotti e Zedu Lima

Nada como um bom livro para os dias de folga, principalmente quando se está numa cidade mineira da Zona da Mata, em pelo mês de dezembro, quando a tal da zona de convergência do Atlântico Sul está a pleno vapor! Vapor e ira, pois só chovia, fazia frio e, pasmem, a neblina das montanhas mineiras me remetiam a países europeus!
Mas voltando ao tema: estava nesse ambiente “europeu” e tinha às mãos o livro na medida certa da boa educação, de Jerson Dotti e Zedu Lima (editado pela Livrus). A minha sorte, pois da janela da casa do sítio de uns amigos, onde estava hospedado, só via neblina e chuva. Pude, assim, me debruçar sobre a bem-humorada obra que no fundo é um manual divertido de convivência na sociedade dos nossos dias. A proposta dos autores de imediato é inusitada: o narrador se coloca na primeira pessoa do singular e não na do plural. Eles dizem que a proposta foi fundir “tudo num único estilo”. E o resultado é uma linguagem ágil, direta, hiperbem-humorada sobre como viver de maneira bem comportada nos dias de hoje. Com a sociedade em profunda transformação, as novas tecnologias e o mundo moderno nos impondo novas regas, será que as boas maneiras se tornaram caretas ou fora de moda! Que nada! As palavrinhas mágicas, como ‘muito obrigado’, ‘com licença’, ‘por favor’, ‘desculpe-me’, nunca foram tão úteis. Ou deveriam ser, pois grande parte das pessoas hoje em dia já nem se lembra mais delas ou pouco as utiliza! Uma pena!
E o livro, sempre com muito bom humor, discorre sobre as inúmeras situações do nosso dia a dia, como as pessoas se portam nas academias, nas salas de espetáculos, nos aeroportos, rodoviárias, no trânsito, em bares e restaurantes. Ou ainda como estão as relações no trabalho, em casa com a pessoa amada etc. No entanto, em nenhum momento os autores ditam regras ou apresentam uma cartilha de bom comportamento. Em grande parte das circunstâncias citadas, o humor é que nos remete à reflexão sobre o ato praticado em público.
Durante a leitura, me peguei diversas vezes analisando se algum dia tinha sido deselegante como a cena descrita por Zedu e Jerson.
Imagino que uma das dificuldades dos autores foi exatamente colocar um ponto final na obra, pois são infinitas as circunstâncias em que nos deparamos hoje em dia com atitudes mal educadas e deselegantes. Aí vale uma consideração: a tão propalada situação calamitosa da educação no Brasil não é um tema distante e restrito aos meios acadêmicos ou políticos. Basta observar a real falta de EDUCAÇÃO dos brasileiros nos grandes eventos e festas públicas, como Reveillon, Carnaval, jogos esportivos ou na parada gay. As pessoas, nessas grandes concentrações, não têm o mínimo de respeito com o outro e simplesmente se esquecem que moram e vivem naquela cidade que estão degradando!
Minha volta à metrópole teve um gostinho diferente: ao observar as atitudes das pessoas por onde andei, ficava constatando as ironias e as sacadas dos autores do livro! Além da dica de uma boa e bem-humorada leitura, fica o desejo que o livro seja um sucesso. Não só para o reconhecimento do trabalho do meu amigo Zedu e do Jerson, mas para que grande número de pessoas tenham acesso e reflitam sobre a importância de ser elegante e bem comportado nas relações do nosso dia a dia.


2 Comentários

aline

janeiro 5, 2011 @ 11:46

Resposta

Mau.. fiquei louca pra ler esse livro! Deve ser muito divertido!saudade.

Maurício Mellone

janeiro 5, 2011 @ 14:31

Resposta

Aline:
Vale a pena mesmo, o livro é divertido e muito útil!
Bjs e obrigado pela visita!

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