Peça: O Topo da Montanha, foto 1

O Topo da Montanha: peça revela lado humano do reverendo Luther King

De em fevereiro 1, 2016

Peça: O Topo da Montanha, foto 1

Lázaro Ramos, que divide a direção com Fernando Philbert, é o pastor King e Taís Araújo a camareira Camae

Depois do sucesso no final do ano passado, a segunda temporada da peça O Topo da Montanha, em cartaz no Teatro FAAP, está prestes a acabar — só até o dia 28 de fevereiro. Quem ainda não assistiu que se apresse: o espetáculo é emocionante e traz o casal Lázaro Ramos e Taís Araújo em grandes atuações!
A peça da dramaturga norte-americana Karoti Hall, com tradução de Sílvio Albuquerque, se passa no dia 3 de abril de 1968, no interior do quarto 306 de um hotel em Memphis, logo após Martin Luther King, vivido por Lázaro, ter proferido seu derradeiro discurso — o pastor protestante e ativista político que se tornou ícone por sua luta contra a segregação racial norte-americana foi assassinado na sacada deste hotel nas primeiras horas do dia 4.
Sem cigarros e querendo tomar um café, o pastor pede os serviços do hotel e quem vem servir-lhe é a camareira Camae (Taís), que com seu jeito simples e ao mesmo tempo direto lembra ao pastor que ele é homem, com desejos e aspirações pessoais também, além de seus ideais. Este encontro será definitivo para a vida de ambos.

Peça: O Topo da Montanha, foto 2

Lázaro e Taís estão em perfeita sintonia em cena

Ao entrar na sala de espetáculo, os espectadores são recepcionados pelos atores, que fazem questão de cumprimentar a todos; Lázaro (que assina a direção em parceria com Fernando Philbert) justifica o carinho, dizendo que é para o publico já se inteirar do clima da peça, que trata essencialmente de afeto.
Além de bonita, a camareira não se intimida diante do reverendo e com ironia consegue ressaltar o lado humano do pastor. Eles logo se entendem e com esta aproximação é que Camae sente-se no direito de subir na cama e proferir um discurso totalmente oposto ao do Sr. King, em defesa da violência para combater o racismo. O pastor, mesmo discordando do tom da fala da camareira, chega a rever algumas posições e confessa seu medo diante de tanta violência e discriminação. O desfecho da trama é de extrema emoção, com a projeção num painel ao fundo do palco com os principais acontecimentos e vultos históricos que lutaram pelo fim da segregação racial no mundo, incluindo alguns negros brasileiros de grande importância neste contexto.

“Este texto é contemporâneo porque é uma história também sobre como enfrentar medos, sobre os trilhos da coragem e do afeto. Quisemos mostrar um grande líder que, prevendo a morte, se viu com medo, diante de suas fragilidades”, explica Lázaro Ramos.

 

Peça: O Topo da Montanha, foto 3

Assim como na TV, casal repete sucesso no palco

 

 

Além de uma história comovente, O Topo da Montanha se destaca pelo perfeito entrosamento e sintonia em cena de Lázaro e Taís, ambos com cenas finais de um vigor e uma tensão emocional incríveis! A estrutura móvel que delimita o cenário, assinado por André Cortez, e a iluminação de Valmyr Ferreira, contribuem para o clima onírico da montagem (como se tempo parasse para que o reverendo pudesse refletir sobre sua existência).
Outro dado peculiar e de significado fundamental é que Lázaro e Taís conseguem atrair para a plateia um grande contingente de negros, o que infelizmente ainda é raro de se ver nas salas de espetáculos. Que este dado passe a ser constante a partir de agora!

 

 

Fotos: Jorge Bispo

Site Aplauso Brasil, especializado em Teatro
Site Aplauso Brasil, especializado em Teatro
Marcos Zaccharias Publicitário

Deixe comentário

Deixe uma sugestão

Deixe uma sugestão

Indique um evento

Indique um evento

Para sabermos que você não é um robô, responda a pergunta abaixo: