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O vendedor de sonhos: versão para o cinema de best-seller de autoajuda


Filme: O vendedor de sonhos, foto 1

César Trancoso e Dan Stulbach protagonizam produção de Jayme Monjardim baseada em livro de Augusto Cury

Sucesso absoluto de vendas — milhões de exemplares vendidos no Brasil e publicado em mais de 70 países —, o livro de Augusto Cury, O vendedor de sonhos, ganhou uma versão para o cinema pelas mãos do diretor Jayme Monjardim e acaba de estrear. Com roteiro de L.G.Bayão, o filme já começa com o psiquiatra Júlio César, vivido por Dan Stulbach, em profunda crise existencial: chega ao seu consultório, num luxuoso edifício da Avenida Paulista, cartão postal da cidade, abre a janela do 21º andar e vai para o parapeito, numa tentativa de suicídio. A mobilização para removê-lo de lá é enorme, mas somente um mendigo, conhecido como Mestre e interpretado pelo ator uruguaio César Trancoso, é que consegue escapar do cerco policial e ficar ao lado do suicida. Depois de muita conversa, o Mestre e Júlio deixam o edifício e iniciam uma tumultuada aventura pelas ruas da cidade, que irá modificar a vida de ambos. Os ensinamentos de vida proferidos pelo Mestre servem tanto para os personagens como para quem assiste a trama.

Filme: O vendedor de sonhos, foto 2

Trancoso, Thiago Mendonça e Stulbach se aventuram pelas ruas de São Paulo

Ao desistir do suicídio, Júlio César, ávido por saber quem é aquela estranha  criatura que o salvou, passa a seguir o mendigo pela cidade. Logo eles se deparam com um garoto, vivido por Kaik Pereira, que foge depois de assaltar uma velhinha: eles vão atrás do menino, que acuado devolve a bolsa e a senhora lhe perdoa graças às palavras do Mestre. Júlio continua a seguir o mendigo e vai conhecer sua “casa”, numa improvisada favela debaixo de um viaduto. A próxima aventura deles, agora com a presença de Boquinha de Mel, vivido por Thiago Mendonça, é a ida a um asilo, onde o Mestre visita uma velha amiga (Malu Valle). A partir daí o passado do Mestre começa a vir à tona: ele foi um executivo de um grande conglomerado e aquela mulher, sua secretária. Cenas do passado se intercalam com o presente e o espectador começa a juntar as peças do quebra cabeça e a entender o porquê de tamanha mudança na vida daquele homem. Erros cometidos, arrependimentos, novas escolhas e a tentativa de recriar toda uma existência passam a guiar a trama. Júlio César vê na experiência de vida do amigo a chance de reconstruir a sua história.

Filme: O vendedor de sonhos, foto 3

O mendigo convence o psiquiatra a não se suicidar

 

Com imagens inusitadas da cidade de São Paulo e uma trilha sonora envolvente, Monjardim recria a trama de autoajuda de Augusto Cury sem apelar para pieguice. O espectador se emociona e reflete sobre temas tão comuns nos dias de hoje, como ganância pelo poder, injustiça social e consumismo.

 

 

Fotos: divulgação

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Maurício Mellone

Como jornalista — tendo atuado em rádio, TV, jornal, revistas e assessoria de imprensa —, a palavra sempre foi minha matéria prima. No entanto, desde 2000 venho cultivando o plano B, ou seja, mantenho no meu velho PC um arquivo com meus escritos, que na verdade já era um pré-blog. Lá, deixo fluir a imaginação para que a linguagem inclusive ganhe novos contornos.


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2 Comentários para “O vendedor de sonhos: versão para o cinema de best-seller de autoajuda”

  1. Dinah Says:

    Oi Maurício, parece bem bacana esse filme (pela sua resenha, dá vontade de ir ver!)
    Estou atrasada com os filmes, mas vou colocar na lista.

    beijo,
    Dinah

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    • Maurício Mellone Says:

      Dinah,
      acho q vc pode gostar do filme.
      Há críticas muito ácidas, por ser baseado no
      best-seller do Augusto Cury. Mas é uma história
      bem contada.
      Depois me fale se gostou
      bjs e obrigado pela presença, sempre constante, por aqui!

      responder

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