Filme: Parasita, foto 1

Parasita: filme sul-coreano vencedor em Cannes critica o capitalismo

De em dezembro 3, 2019

Filme: Parasita, foto 1

Família que mora num porão sujo passa a trabalhar para os Park, moradores de uma mansão

 

 

Vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes/19, o filme sul-coreano Parasita do diretor Bong Joon-ho faz uma crítica mordaz ao capitalismo ao evidenciar a brutal diferença social entre duas famílias: de um lado um grupo familiar em que todos estão desempregados e moram num porão sujo e, de outro, os Park, moradores de uma mansão luxuosa e requintada.

Estes dois mundos opostos se cruzam a partir do momento em que o jovem da família pobre é contratado para ser tutor da garota rica; ele consegue, por meio de mentiras e artimanhas, trazer todos os seus familiares para trabalhar na mansão. No entanto a verdade vem à tona de forma violenta e cruel, modificando a vida de todas aquelas pessoas.

 

A trama começa no porão imundo e mal cheiroso em que o patriarca Ki-taek, interpretado por Hang-Ho Song, vive com a esposa e os dois filhos. Todos desempregados, vivem de pequenos bicos e trambiques até o dia em que um amigo do jovem Ki-Woo (Woo-sik Choi) o indica para ser o tutor da filha adolescente de uma família abastada. O rapaz, com a ajuda da irmã, forja um diploma falso e é contratado. Deslumbrado com a mansão dos patrões, ele resolve introduzir toda a sua família naquele ambiente rico e confortável. A irmã é a primeira a ser contratada para cuidar do garotinho mimado e hiperativo. Por meio de mentiras e fraudes, os jovens pobretões também convencem os poderosos e ingênuos senhor e senhora Park, interpretados por Sun-kyun Lee e Cho Yeo-jeong, a contratar o pai como motorista e a mãe como governanta.

 

 

Filme: Parasita, foto 2

Festa de aniversário em que tudo se modifica

 

 

Em tom de fábula, tudo parece transcorrer de forma perfeita, com as duas famílias convivendo harmonicamente na mansão. No entanto, a antiga governanta reaparece quando os patrões viajam e o enredo, assinado pelo diretor e por Han Jin Won, tem uma grande reviravolta: segredos são revelados, assim como as mentiras são desvendadas. De forma violenta, sangrenta e cruel o mundo daquelas duas famílias desmorona completamente.

 

 

 

 

 

 

Filme: Parasita, foto 3

Temporal destrói moradia da família humilde

 

Com ironia mordaz, o diretor critica o capitalismo moderno, mostrando o abismo entre as classes sociais e a impossibilidade de ascensão. O espectador é literalmente enredado para história primeiramente pelo humor (as situações vividas pelas duas famílias chegam a ser patéticas) e depois pelo horror — as cenas do aniversário do garotinho e as da inundação do porão em que vivem os Ki-taek são impactantes. Com roteiro cheio de surpresas e reviravoltas, Parasita provoca reflexões e reavaliações sobre o modo de se viver no mundo contemporâneo.

 

 

 

 

Fotos: divulgação

Marcos Zaccharias Publicitário
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