Filme: Philomena, foto 1

Philomena: Judi Dench vive drama de mãe que tem seu filho adotado

De em fevereiro 21, 2014

Filme: Philomena, foto 1

Judi Dench vive a enfermeira que busca o filho e Steve Coogan, o jornalista que desvenda a verdade

Com quatro indicações ao Oscar/2014 — melhor filme, atriz para Judi Dench, roteiro adaptado e trilha sonora —, Philomena é baseado na história real de Philomena Lee, uma enfermeira aposentada de 80 anos que levou 50 anos para saber toda a verdade sobre seu filho.
Quando jovem, a irlandesa teve um pequeno caso amoroso e ficou grávida. Não aceitando a gravidez indesejada da filha, a família a expulsou de casa e ela foi parar num convento de freiras. Lá era obrigada a trabalhar na lavanderia e, no parto, não recebeu anestesia, como punição. Para piorar sua situação, Philomena só podia ver seu filhinho Antony uma hora por dia e, aos três anos de idade, o garoto é adotado por uma família norte-americana. A mãe, mantida praticamente como prisioneira, não teve como impedir a adoção. No entanto, não passou um dia sequer sem se lembrar do filho e no dia em que ele completaria 50 anos, ela resolve apelar ao jornalista Martin Sixsmith, vivido por Steve Coogan, que a ajuda a desvendar todo o mistério da vida do filho.

Filme: Philomena, foto 2

Judi, como Philomena Lee, é forte concorrente ao Oscar/14 de melhor atriz

O filme, dirigido por Stephen Frears, começa com Martin buscando novas alternativas profissionais depois de ter sido demitido da BBC, em que fazia reportagens políticas. Na vida real, o jornalista escreveu um livro-reportagem sobre Philomena e o filme é baseado em sua obra (o roteiro é dele em parceria com Jeff Pope e com o ator que o interpreta no filme, Steve Coogan).
Na trama, Philomena e sua filha Jane Libberton (Anna Maxwell Martin) pedem para que o jornalista ajude a descobrir o paradeiro de Antony. Meio a contragosto, ele aceita a proposta e vai ao convento com Philomena. Sem muitas informações, ele começa as investigações e fica sabendo que diversas famílias norte-americanas adotaram crianças irlandesas na mesma época do caso da enfermeira. Assim, Martin e Philomena partem para os Estados Unidos em busca da verdade, num verdadeiro road movie. De convicções opostas (Martin é ateu e Philomena não deixou de ser católica, apesar de tudo o que sofreu no convento), eles chegam ao final numa perfeita harmonia e respeito mútuo. A verdade é revelada: Antony foi batizado como Michael, trabalhou no Partido Republicano, mas faleceu. Era gay e viveu anos com seu namorado. Também nunca esqueceu suas origens e tentou encontrar a mãe três vezes, em viagens para a Irlanda.

A história de Philomena (descrita em livro e agora no cinema) pode ajudar a desvendar mistérios de mais de 2 mil de irlandesas que também tiveram seus filhos adotados por americanos em situações semelhantes: sem autorizações das mães, a Igreja Católica intermediava as adoções.

Filme: Philomena, foto 3

Cartaz do filme dirigido por Stephen Frears

 

 

Trama comovente, com belas interpretações de Steve Coogan e Judi Dench, forte concorrente a levar a estatueta de melhor atriz no Oscar, que será realizado no próximo dia 02 de março.

 

 
Fotos: divulgação

 

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2 Comentários

naneteneves

março 7, 2014 @ 11:02

Resposta

E assim se vai descobrindo a conivência (e a participação) da Igreja Católica com tantas barbaridades ao longo da história. Agora, depois desta bela resenha, fiquei com mais vontade ainda de ver o filme.

Maurício Mellone

março 7, 2014 @ 14:23

Resposta

Nanete:
Além da arbitrariedade da Igreja Católica, Philomena
merece ser visto pela atuação brilhante de Judi Dench.
Muito obrigado por sua participação constante por aqui!
bjs

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