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Pira, Pirandello, Pira, estreia nessa sexta


Com essa peça, o dramaturgo Mário Viana faz uma homenagem a Pirandello

Ontem tive o privilégio de participar de um agradável bate-papo com toda a equipe do espetáculo Pira, Pirandello, Pira, que estreia na próxima sexta, à meia-noite, no Espaço Parlapatões. O texto é do dramaturgo e jornalista Mário Viana, que não só fez uma adaptação do romance Um, Nenhum, Cem Mil (Uno Nessuno e Centomila), de Luigi Pirandello, como presta uma homenagem ao escritor siciliano, introduzindo personagens de outras obras dele, além de uma pitada do tempero brasileiro e de sua visão sempre bem-humorada do mundo. A direção da peça é de Bárbara Bruno, que conta com a coreografia de seu irmão Paulo Goulart Filho e no elenco Beto Belini, Eliete Cigarini, Cláudio Curi, Vanessa Goulart, Edu Guimarães e Rafael Maia.

Bárbara Bruno com o elenco da montagem

A intenção dos produtores Erika Barbosa e Beto Belini era proporcionar um encontro informal com a imprensa para uma conversa sobre o projeto Pira, Pirandello, Pira, desde as primeiras discussões para a escolha da obra, até a definição do conceito do espetáculo, escolha de elenco e como foi o trabalho de adaptação, montagem e ensaios.
E para um bom bate-papo, nada melhor do que a mesa de bar! Ao chegar no Dona Onça, todos já estavam por lá, autor, diretora, atores, técnicos, produtores. Com deliciosos quitutes e bebidas, fomos descontraidamente conversando sobre o espetáculo. Já tinha recebido o material de divulgação, mas as informações ficam ainda mais ricas e esclarecedoras quando passadas pessoalmente. Infelizmente, com o atual estágio tecnológico que as comunicações hoje se encontram, dificilmente um jornalista tem a oportunidade que eu tive ontem, ou seja, uma entrevista descontraída com toda a equipe envolvida no fazer teatral. Pude me deliciar por mais de duas horas com uma conversa inteligente e bem-humorada. Soube do sufoco que Mário sentiu quando foi convidado a adaptar o romance de Pirandello, “uma verdadeira floresta intrincada de raciocínios”; no entanto, com a releitura da obra, ele ficou apaixonado e constatou a contemporaneidade de Pirandello: “Hoje o mundo está cada vez mais pirandeliano”.
Bárbara, por sua vez, frisou que o questionamento da verdade, grande preocupação do autor siciliano, reveste toda a montagem: “Assim é, assim se parece”. Beto Belini, que vive Vitangelo Moscarda, o personagem central,confessou que encenar essa peça é a realização de um sonho que acalenta há muitos anos e completou: “O projeto é a síntese da obra e vida de Pirandello e passa a ser nossa homenagem a ele”.
Agora o que podemos fazer é conferir esse trabalho, que estreia na sexta no Espaço Parlapatões. A temporada é de apenas um mês, sempre às sextas e sábados, à meia-noite.

Fotos: Damien Golovaty

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