28º Festival Mix Brasil: programação online e gratuita, de 11 a 22/11

De em novembro 6, 2020

Como ocorreu com a maioria dos festivais de cinema e demais eventos culturais deste ano em razão da pandemia da Covid-19, o 28º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade será com transmissão online. Com toda programação gratuita, o evento reúne 101 filmes de 24 países, seis espetáculos inéditos de teatro, shows musicais, seminário de literatura, laboratório audiovisual e mesas de discussões sobre temas relevantes voltados para a comunidade LGBTQIA+.

 

A abertura do festival será na próxima quarta, dia 11 de novembro, com o show da cantora Linn da Quebrada, seguido da exibição do filme argentino As mil e uma, da diretora Clarisa Navas. Toda a programação poderá ser acessada pelo site da mostra e os filmes poderão ser assistidos nas plataformas digitais InnSaei (innsaei.tv), Sesc Digital (sesc.digital/home) e  Spcine Play (spcineplay.com.br/).

 

 

Linn-da-Quebrada

Num ano tão atípico na história da humanidade em virtude da pandemia provocada pelo coronavírus que já matou mais de 1 milhão e 200 mil pessoas no mundo (só no Brasil são mais de 161 mil vítimas), os eventos culturais sofreram muito, com teatros, cinemas e casas de espetáculos fechados por mais de sete meses. Entretanto os artistas e produtores estão criando alternativas para que o público tenha acesso novamente às atividades culturais. As transmissões online são as principais opções. É o caso do Festival Mix Brasil, em que a maioria da programação será online, mas haverá também algumas atrações com a presença do público, cumprindo-se os protocolos.

 

 

 

Josi Geller e André Fischer dirigem o Festival

“Iremos sentir falta do calor humano e dos encontros antes das sessões, mas o lado bom é a democratização do conteúdo, pois o Festival neste ano estará em todo Brasil”, esclarece Josi Geller, diretora executiva.

 

 

 

 

 

Já o diretor do festival se apega ao logotipo do evento como um sinal de força e estímulo:

 

 

 

“Encontramos essa potência na imagem da figa, símbolo-gesto europeu apropriado pelas religiões brasileiras de matriz africana. A comunicação visual desse ano surge a partir de trabalho original de Felippe Moraes, que o reproduziu especialmente para o festival nas mãos de diversas pessoas”, atesta André Fischer.

 

 

As mil e uma, filme da argentina Clarisa Navas

Destaques da programação
O filme As mil e uma abre o festival deste ano, uma produção argentina da diretora Clarisa Navas. A trama é um retrato contemporâneo da periferia de Corrientes: Iris (Sofia Cabrera) conhece Renata (Ana Carolina Garcia), uma mulher jovem com um passado difícil, e imediatamente se sente atraída por ela. Iris e seus amigos superam medos e lutam contra a intolerância ao seu redor para viverem seus primeiros amores e experiências sexuais.

 

 

 

 

I carry you with me – filme de Heidi Ewing

 

Da produção internacional de longas-metragens, destaque ainda para filmes que participaram de importantes festivais do mundo, como The World to Come/EUA, de Mona Fastvold, Verão de 85/França, de François Ozon, A morte virá e levará seus olhos/Chile, de José Luis Torres e I carry you with me /EUA, México, de Heidi Ewing, vencedor do prêmio do público em Sundance.

 

 

 

 

Para onde voam as feiticeiras, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral

Filmes brasileiros

A produção nacional presente ao Festival conta com nove longas-metragens, a maioria deles em sua primeira exibição. Destaque para A Torre/MG, de Sérgio Borges, Mães do Derick/PR de Dê Kelm, Vento Seco/GO, de Daniel Nolasco e Para onde voam as feiticeiras/SP, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral.

 

 

 

 

 

Terra sem pecado– documentário sobre a diversidade sexual entre os índios brasileiros

 

Dos curtas-metragens que serão exibidos no evento, a mostra competitiva do Brasil conta com 13 filmes de 7 estados, além de outros 48 trabalhos nacionais e 20 estrangeiros. Na competitiva os filmes foram agrupados por temas: Corpos Cênicos, Golden Girls & Boys, Identidade e Política, Inconciliáveis, Mix Jovem, Mulheres Alfa, Nós Duas, Sagrades, Sexy Boyz, SP Mix, Tensão em Família e Crescendo com a Diversidade.

 

 

 

 

 

 

Wonder! Vem pra Barra Pesada! – peça de Rafael Carvalho e Wallie Ruy sobre a trajetória de Claudia Wonder.

O Festival Mix Brasil também contempla o teatro; neste ano serão apresentadas seis peças inéditas, que concorrerão a prêmios do júri e do público. Destaque para Meta-me – um dossiê de ode ao júbilo, solo de  Bruno Canabarro sobre amor próprio e paixão homoerótica, O armário normando, que explora as manifestações da pornografia, com direção e performance de Janaina Leite e André Medeiros Martins, Rainha de Guilherme Gonzalez e atuação de Sérgio Rufino, sobre um septuagenário que decide concorrer ao título de rainha da bateria e Wonder! Vem pra Barra Pesada!, de Rafael Carvalho e Wallie Ruy, espetáculo do teatro Oficina inspirado na trajetória de Claudia Wonder.

 

 

O evento traz ainda atrações literárias (mesas de discussões sobre o mercado editorial voltado para a comunidade LGBTQIA+), shows musicais com a presença da cantora, compositora e instrumentista Bia Ferreira, do cantor e compositor Jaloo e de Martte, considerado uma das grandes apostas do mercado fonográfico nacional. Acompanhe tudo pelo site oficial do festival.

 

 

 

 

Roteiro:
28° Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade
. Mostra com 101 filmes de 24 países, além de teatro, música, literatura e conferências. De 11 a 22 de novembro. Gratuito. Filmes transmitidos pelas plataformas InnSaei (innsaei.tv), Sesc Digital (sesc.digital/home),  Spcine Play  (spcineplay.com.br/).
Programação completa: mixbrasil.org.br 

 

Fotos: divulgação

 

Site Aplauso Brasil, especializado em Teatro
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Tório 2

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