De Maurício Mellone em dezembro 29, 2025
O Favo do Mellone nasceu em 2010 da vontade de tornar público algo que estava guardado em gavetas e arquivo do computador. A necessidade de expressar em palavras todo meu amor pela Arte. As resenhas/críticas surgiram com este objetivo e hoje registro nestas páginas virtuais o que chama a minha atenção na produção cultural de teatro, cinema, literatura, música e artes plásticas.
Em 2025 foram mais de 80 resenhas/críticas, numa seleção difícil já que a produção cultural da cidade de São Paulo é imensa, diversificada e de uma riqueza incalculável. Justamente por isto, é humanamente impossível assistir a tudo, acompanhar a tudo o que é produzido e, consequentemente, escrever sobre o que a cidade oferece culturalmente à população. O que faço aqui no FAVO é uma seleção e neste balanço de atividade do ano faço outro recorte ressaltando algumas produções que emocionaram o público paulistano. Acompanhe a seguir este breve resumo cultural de 2025.
Ao completar 50 anos de carreira, Ney Matogrosso recebeu diversas homenagens. Primeiramente o MIS promoveu uma exposição apresentando década por década todo o trabalho do artista, com fotos, figurinos originais, capas dos álbuns gravados, vídeos dos shows, entrevistas e depoimentos sobre ele. Um verdadeiro mergulho em sua carreira. Depois no cinema, Homem com H, de Esmir Filho, trouxe o ator Jesuíta Barbosa encarnando a vida e obra do artista. As homenagens se estenderam para o palco por meio do musical Homem com H, dirigido por Marilia Toledo e Fernanda Chamma e com Renan Mattos no papel de Ney.
No ano em que o Brasil recebeu o Oscar de melhor filme estrangeiro com Ainda estou aqui, de Walter Salles, o cinema nacional vive um momento brilhante. Além de filmes relatando histórias de diversas regiões do país, como Manas rodado na Amazônia, Serra das Almas em Pernambuco, A melhor mãe do mundo em São Paulo e O filho de mil homens rodado em Búzios/RJ e na Chapada Diamantina/BA, alguns deles foram premiados em festivais pelo mundo, como foi o caso de O último azul no Festival de Berlin e O agente secreto, vencedor em Cannes e selecionado para o Oscar/2026. Dentro desta excelente safra, a atriz Denise Fraga protagonizou dois longas-metragens de impacto: Sonhar com Leões, do diretor português Paolo Marinou-Blanco e Livros Restantes, da diretora Marcia Paraiso, que se passa em Florianópolis/SC).
O teatro é o segmento mais retratado por aqui, foram 45 resenhas/críticas. Assim como os jurados de festivais responsáveis pelas premiações, fico numa posição dificílima para selecionar só algumas peças. Do primeiro semestre, destaco Lady Tempestade com Andrea Beltrão, O céu da língua com Gregorio Duvivier, Entre irmãos, com Otavio Martins e Fernando Pavão e o monólogo com o grande Othon Bastos, Não me entrego, não!. Do segundo semestre, com 27 espetáculos resenhados, destaque para Adulto dirigido por Lavínia Pannunzio, A Médica , com elenco liderado por Clara Carvalho, a comédia de Flávio de Souza Fica comigo esta noite , com Marisa Orth e Miguel Falabella, além de dois trabalhos de grupos, o primeiro (Um) ensaio sobre a cegueira com o Grupo Galpão e A Máquina de João Falcão com o Coletivo Ocutá. Mas Ana Lúcia Torre merece ser reverenciada: para comemorar 60 anos de carreira e 80 de vida, a atriz protagonizou Olhos nos Olhos, interpretando canções de Chico Buarque.
A literatura tem espaço especial no Favo: ressalto os lançamentos de autores brasileiros contemporâneos e, minhas resenhas, também são replicadas no Blog Edgard Homem, meu amigo/jornalista do Recife. Dentre as obras, destaco Na nossa pele de Lázaro Ramos, De onde eles vêm, de Jeferson Tenório, Escalavra de Marcelino Freire, Uma delicada coleção de ausências de Aline Bei, Educação da tristeza do escritor português Valter Hugo Mãe e o tão esperado livro de poemas O jardim das oliveiras, da mineira Adélia Prado, que acaba de completar 90 anos.
As artes plásticas neste ano receberam menos atenção aqui no blog, falha que prometo sanar em 2026. Além da mostra sobre Ney Matogrosso, destaque para as exposições do Museu da Língua Portuguesa e para a 36ª Bienal de São Paulo com 125 artistas participantes, em mostras individuais e coletivas. A Bienal permanece em cartaz até 11 de janeiro de 2026.
Com as esperanças renovadas, desejo a todos os amigos e seguidores do FAVO um 2026 dos nossos sonhos. Uma certeza eu garanto: o FAVO do MELLONE trará em suas páginas muita arte e entretenimento. Feliz ano novo!
Fotos: divulgação
4 Comentários
Dinah Sales de Oliveira
dezembro 30, 2025 @ 12:52
Maurício,
Bravo pelas resenhas e críticas que publicou ao longo do ano!
Sigo lendo seus textos e conferindo – sempre que possível – suas dicas culturais.
Que o Favo do Mellone siga sendo nosso companheiro em 2026!
Um Ano Novo muito generoso pra você!
beijos,
Dinah
Maurício Mellone
janeiro 2, 2026 @ 15:13
Dinah:
Muito obrigado!
Sua presença aqui me deixa muito contnte!
Um a no novo maravilhoso para nós!
Beijos, querida!
Adriana
dezembro 29, 2025 @ 18:09
Seleção precisa dos melhores do ano, querido! Que 2026 seja tão produtivo e rico quanto 2025!
Maurício Mellone
janeiro 2, 2026 @ 15:15
Adriana:
Muito obrigado!
Vc me acompanha sempre aqui, o q me deixa muito feliz!!!!
Um ano novo maravilhoso para nós!
Beijos