De Maurício Mellone em novembro 14, 2025
A cidade de São Paulo abriga até o próximo domingo, dia 23/11, aquele que é considerado o maior evento da diversidade da América Latina: a 33ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade. Com ingressos gratuitos e atividades acontecendo em diversos locais da cidade, o festival, cujo tema deste ano é A Gente Quer+, apresenta 142 filmes de 33 países, 8 peças teatrais, encontros literários, games, mostras de artes visuais, conferências, festas e shows, incluindo o tradicional Show do Gongo apresentado pela atriz Marisa Orth, que receberá o Prêmio Ícone Mix. A grande novidade desta edição é a mostra competitiva de filmes produzidos com inteligência artificial.
A mostra de filmes nacionais é composta por 10 longas-metragens, com destaque para Apolo de Tainá Müller, Apenas coisas boas de Daniel Nolasco, Morte de vida Madalena de Guto Parente e Torniquete de Ana Catarina Lugarini, com Marieta Severo no elenco. O evento conta ainda com uma extensa programação de curtas-metragens divididos entre a Mostra Competitiva Brasil e a seção Curtas MixBrasil, que inclui programas temáticos.
Para o diretor do evento, a edição deste ano reafirma a sua vocação como plataforma de resistência:
“Com o tema A Gente Quer+, o Mix Brasil celebra o desejo de ampliação de horizontes, vozes, corpos e imaginários. Mesmo com escassez de investimentos públicos e privados e retrocessos em várias frentes, o festival cresce e comemora uma das maiores programações da sua história. A colaboração internacional em ano de menos recursos viabilizou uma edição potente”, afirma André Fischer.
O Festival foi aberto com o filme francês Me ame com ternura, de Anna Cambet. Dentro da mostra de produções internacionais, o espectador terá a chance de assistir a filmes inéditos no país, muitos deles integraram a programação de festivais pelo mundo. Destaque para Twinless – um gêmeo a menos, do americano James Sweeney, O Olhar misterioso do flamingo do chileno Diego Céspedes, Manok/Coreia do Sul, de Yu-jin Lee, Meu peito em chamas, do mexicano Gal S. Castellanos e Antes / Depois, do belga Manoël Dupont.
Curtas e produções de IA
A programação de curtas-metragens é extensa e a mostra competitiva é composta de 17 filmes representantes de todas as cinco regiões do país, com temas variados, de corpos em transição, desejos silenciados a resistências múltiplas. Destaque para Americana/PA, Mensagem de Sergipe/SE, Mãe/RS, O faz tudo/PE, Vipuxovuko – Aldeia/MS, Vulkan/SP e Fardado/BA. Há ainda a seção Curtas MixBrasil com programas temáticos.
Outra atração é o programa Mundo Mix Polônia, com curtas e longas deste país europeu. No entanto, a grande novidade é para a Mostra de Inteligência Artificial, com 24 filmes produzidos com IA, sendo 19 brasileiros.
Teatro, literatura e artes visuais
O teatro também está presente no festival. São oito espetáculos que transitam entre o trauma e a reinvenção. Destaque para Long play – ótima forma, de Alexandre Roccoli e Marcos Serafim, Aqui, agora, todo mundo, com texto e atuação de Felipe Barros, e Fumaça com Filipe Augusto.
O Mix Brasil traz ainda exposições de artes visuais, como Kwir Nou Exist, sobre a comunidade trans, Depois do fim da arte e realidades, na Galeria Vermelho e a mostra com curadoria da Vórtice Cultural, no Museu da Diversidade Sexual.
O Mix Literário acontece na Biblioteca Mário de Andrade e nesta edição apresenta duas mesas de debate, além de encontros de formação em que escritoras e escritores compartilharão suas experiências de criação literária; num destes encontros a escritora Cidinha da Silva conversa sobre a criação de narrativas curtas.
Há ainda o Mix.XR, mostra de experiências imersivas e tecnológicas com foco na diversidade. Nesta edição, o programa apresenta cinco experiências em realidade virtual (VR) e dois espetáculos imersivos.
Para acompanhar toda a programação, acesse o site e a página no Instagram do festival. Aproveite!
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