Mar de dentro: filme traz Monica Iozzi em drama da mulher contemporânea

De em abril 28, 2022

Rafael Losso e Monica Iozzi vivem o casal do filme de estreia de Dainara Toffoli

 

 

Conhecida por sua veia cômica, a atriz Monica Iozzi em Mar de dentro, filme de estreia da diretora Dainara Toffoli, vive um drama muito comum às mulheres contemporâneas, ou seja, como conciliar a carreira de sucesso com o desafio de se tornar mãe. Manuela é diretora de criação de uma agência de publicidade, vive um caso com um companheiro de equipe, Beto, interpretado por Rafael Losso, e ambos são surpreendidos com a gravidez não planejada.

 

 

A princípio Manu, que nunca pensou em ser mãe, cogita abortar, mas o rapaz a convence manter a gravidez e a partir daí tudo muda na vida da publicitária. Além das mudanças físicas, ela precisa encarar a vida de outra maneira, já que se vê sozinha, com um filho para criar.

 

 

 

Manuela (Monica) se convence a ser mãe

 

 

 

As dúvidas e o turbilhão de emoções por que passa a personagem central do filme quando descobre que está grávida são comuns à mulher contemporânea, que não coloca mais o casamento e a formação de uma família como prioridades em sua vida. Manuela só se convence a ser mãe depois que Beto confessa que estará sempre a seu lado. Tomada a decisão pela gravidez, Manu vive um momento de tranquilidade, graças ao carinho e o afeto do companheiro. No entanto, uma fatalidade faz com que Manu entre em conflito novamente: sozinha, é obrigada a tomar as rédeas da vida. Decide, com a chegada de Joaquim, aprender a ser mãe, o que não almejava.

 

 

Durante a licença maternidade, Manu quer dar conta de todo o trabalho, recusando ajuda tanto da irmã, vivida por Gilda Nomacce, como da sogra, interpretada por Magali Biff, uma senhora muito religiosa e moradora do interior; somente quando está prestes a voltar ao trabalho que Manu contrata duas babás, uma para ficar com o filho durante o dia e outra, no período noturno.

 

 

 

 

 

 

Com roteiro assinado em parceria pela diretora Dainara Toffoli e por Elaine Teixeira, a trama é centrada praticamente no cotidiano de Manuela. Com a câmera muito próxima da atriz e como a personagem está no momento de amamentação, não há falas e o espectador é cúmplice da ação e dos pensamentos de Manuela. Monica Iozzi está totalmente entregue ao papel, com uma grande interpretação.
Dirigido, roteirizado e protagonizado por mulher, o filme enfatiza o universo feminino e as questões que envolvem a gravidez, provocando no espectador reflexões sobre questões como aborto, a necessidade (até obrigatoriedade) da mulher engravidar, machismo e os papéis do homem e da mulher no mercado de trabalho.

 

 

 

 

 

O título do filme procura estabelecer um paralelo entre a movimentação constante e natural do mar com as mudanças interiores de uma mulher durante a gestação. Manuela passa por uma revolução interna e ao final do filme, com o garoto já com alguns meses de idade, ela transmite a ideia de ter conseguido ultrapassar os obstáculos e ondas da vida. A diretora deixa o final em aberto, exigindo que o espectador crie um desfecho. Senti, no entanto, falha no roteiro, com a direção tendo dificuldade em definir o destino final da personagem.

 

 

 

 

 

Fotos: divulgação


2 Comentários

Adriana

abril 29, 2022 @ 20:26

Resposta

O final em aberto, por conta do espectador, mostra a complexidade desse tema. Mas deveria ter sido escolhido um desfecho para a personagem. No entanto seu texto, como sempre, nos convida a assistir ao filme.
Gostei da comparação do mar com os vários momentos da personagem durante a gestação.

Maurício Mellone

maio 2, 2022 @ 14:16

Resposta

Dri,
concordo com o final mais definido para Manuela,
papel da Monica Iozzi.
Tomara q vc consiga assistir
Beijos e obrigado por sua presença constante aqui
Beijos

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