Pietà – um fractal de memórias: últimas apresentações, até 17/08

De em agosto 15, 2025

 

 

Elenco: Dan Rosseto, Giovana Yedid, Mayara Mariotto e Giselle Tigre

 

 

A montagem da peça de Marcelo Novazzi, Pietà – um fractal de memórias, lança mão do método terapêutico constelação familiar — criado na década de 1980 pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger e introduzido no Brasil  no início dos anos 2000 — para discutir o caso de Pedro, interpretado por Dan Rosseto, um jovem que sofre de depressão e tem tendências suicidas.

 

 

Com direção assinada por Paulo Gabriel, a trama se passa na década de 1980 e, ao lado de Rosseto, estão no elenco Giselle Tigre, que vive Odete, a mãe do rapaz, Giovana Yedid, a terapeuta Susan Helena, e Mayara Mariotto, que interpreta Carol, a namorada de Pedro. O espetáculo encerra a curta temporada no Teatro de Arena Eugênio Kusnet neste domingo, dia 17 de agosto.

 

 

 

 Susan (Giovana) dirige as sessões de terapia

 

 

 

 

Na bilheteria, o espectador recebe o ingresso e um número. Ao entrar na sala, para começar, a terapeuta Susan se apresenta, cumprimenta a todos, diz que ali vai ocorrer mais uma sessão de análise, mas vai precisar de três voluntários. Ela faz o sorteio e assim que as pessoas se apresentam ela determina que o rapaz viverá Pedro, a mulher será Odete e a jovem, Carol.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pedro(Dan) tem tendências suicidas

 

A trama se desenvolve como se fosse sessões de terapia de Pedro, que confessa sempre estar triste, deprimido, muito em função de traumas da infância. Ele coloca sempre a responsabilidade na mãe, que se mostrava ausente ou protegendo seu irmão. A terapeuta faz pequenas interferências nas falas do rapaz e indica o final de cada sessão.

 

 

 

No entanto, Pedro continua a viagem para dentro de si mesmo: a relação e os conflitos com a namorada vêm à tona, assim como a difícil e tortuosa relação com o pai, que Susan insiste para que ele esclareça. As sessões trazem as lembranças de Pedro, traduzidas em fragmentos de memória e a terapeuta aos poucos faz com que ele saiba distinguir o real e do imaginário. O desfecho do jogo cênico/terapêutico é surpreendente. Entretanto, a psicóloga esclarece que em cada sessão de constelação familiar há um final e que o paciente permanece em tratamento.

 

 

 

 

 

 

 

Jogo cênico/terapêutico envolvente

 

Um dos destaques do espetáculo é para o formato encontrado pelo diretor Paulo Gabriel para o texto: o jogo criado com a plateia, em que todos se comportam como participantes de uma terapia. A atuação de Dan Rosseto também surpreende: o ator envolve o público na pele do personagem, mas também se coloca como o espectador que é pego de surpresa com o sorteio inicial. Pietà – um fractal de memórias fica em cartaz somente até domingo. Siga o espetáculo nas redes: @pieta_apeça.

 

 

 

 

 

Roteiro:
Pietà – um fractal de memórias. Texto: Marcelo Novazzi Adaptação e direção: Paulo Gabriel. Assistente de direção: Giovanna Campanharo e Isabelli Zavarello. Elenco: Dan Rosseto, Giselle Tigre, Giovana Yedid e Mayara Mariotto. Preparação vocal: Gilberto Chaves. Preparação corporal: Bruna Longo. Direção de produção, figurino e cenário: Fabio Camara. Arquitetura cênica: Paulo Gabriel. Iluminação: Wagner Pinto e Carina Tavares. Fotografia: Erik Almeida e Edson Lopes Jr. Produtora associada: Girassol em Cena Produções e Candeal Produtora. Realização: Applauzo Produções, Lugibi Produções e E!motion Cultural.
Serviço: 
Teatro de Arena Eugênio Kusnet (99 lugares), Rua Dr Teodoro Baima, 94, tel. 11 95077-7050. Horários: de quinta a sábado às 20h e domingo às 18h. Ingressos: R$ 60 e R$ 30. Vendas: Sympla. Duração: 80 min. Classificação: 14 anos. Temporada: até 17/08.

 

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