Poemas: peça de Gabriel Chalita com Marcos Pitombo e André Torquato

De em maio 7, 2026

 

 

Personagens de Marcos Pitombo e André Torquato tratam de temas filosóficos e existenciais

 

 

 

Poema. Teatro. Prosa. Poesia. Prosa poética no palco.
Tudo isto ao mesmo tempo. Talvez esta seja a melhor definição para o espetáculo Poemas, que acaba de estrear no Teatro Multiplan/Morumbi Shopping. Texto inédito de Gabriel Chalita ganha o palco pelas mãos da diretora Duda Maia, com atuação de André Torquato e Marcos Pitombo.

 

 

Dois personagens que buscam o poema que irá salvar o mundo… Utopia? Talvez, mas eles durante uma hora dissertam sobre a vida, a morte, a prosa e a poesia e a importância da arte para a existência humana. Tudo numa montagem ágil, que une cenário, luz, som, movimento, vento e, principalmente, a palavra dita de forma sensível, bem humorada e acessível.

 

 

“A peça tem uma construção teatral, mas com um espectro filosófico, ligado ao cotidiano. É um espetáculo com beleza, que ajuda a refletir sobre o que é viver e o que é existir. O que é um poema e o que são os lados poema e prosa na vida. O ser humano tem dois lados, um animal e um simbólico. E o espetáculo explora essa dimensão da animalidade humana, com sua cotidianidade, suas dores e essa elevação, a permanência. E esse vento que venta a vida”, argumenta  Gabriel Chalita.

 

 

 

 

 

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Personagens buscam o poema que irá salvar o mundo

 

 

 

Desde o início o espectador é incitado a refletir. É bombardeado por luzes, ventos disparados de refletores e por palavras soltas e ditas por dois homens, que poderiam ser ditas por um só deles. Neste jogo cênico frenético aos poucos percebe-se que aquelas falas refletem o questionamento humano diante da vida, do envelhecer, do amor, das frustrações e da morte.
A montagem enfatiza a dualidade da vida e da morte, da poesia e da prosa. Desde a simplicidade das lembranças da infância (das gostosuras feitas pelas vovós) até a reflexão sobre os sentimentos mais sublimes e profundos da alma humana.

 

 

 

A diretora afirma que a peça é o casamento de duas linguagens: a escrita de Chalita com a assinatura física dela. Eles buscam a dualidade, nas palavras, nos corpos, na trilha sonora, no cenário, no figurino e na iluminação:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A diretora Duda Maia

 

 

“Vamos chegar na palavra, experimentar a palavra, não apenas como significado, mas como textura, como tempo, como tamanho. Botar movimento no corpo, do corpo tirar a palavra e da palavra virar cena”, explica Duda Maia.

 

 

 

 

 

 

 

 

A agilidade da montagem se dá pela movimentação dos atores em cena. Eles alteram o cenário trocando os módulos praticáveis de lugar durante as falas, o que aprofunda o vigor das palavras, dos poemas. Este movimento cênico se funde à profusão de efeitos de iluminação e uma trilha sonora composta especialmente para o espetáculo. O figurino, com suas mudanças, também está em consonância com a proposta da direção.

 

 

 

 

Sincronia cênica dos atores

 

A sintonia cênica de André Torquato e Marcos Pitombo é o grande destaque da peça: além de uma coreografia muito bem executada, eles estão em perfeita sincronia, os textos se completam. Para Pitombo, as falas dos personagens são um pouco sobre o que os inspiram, sobre dores e sobre o que os movem. Já para Torquato, a peça não oferece respostas prontas, cria um espaço de escuta, de silêncio, de vento, onde o que parece escuro pode, de repente, acender pequenas luzes.

 

Um espetáculo sensível e que provoca profundas reflexões  sobre o viver, o envelhecer e a morte. Não perca, a temporada se estende até 07/06. Mais informações na página da peça no Instagram:

 

 

 

 

 

 

@poemasteatro

 

 

 

Roteiro:
Poemas. Texto: Gabriel Chalita. Direção: Duda Maia. Elenco: André Torquato e Marcos Pitombo. Direção de produção: Thiago Hofman. Cenografia e figurino: Stephanie Fretin e André Cortez. Direção musical e trilha sonora original: Dessa Ferreira. Desenho de luz: Gabriele Souza. Fotografia: Gustavo Arrais.

Serviço:
Teatro Multiplan Morumbi Shopping  (250 lugares), Av. Roque Petroni Júnior, 1.089, Piso G2., tel: 11 5183-2800. Horários: sexta às 20h30, sábado às 18h e 20h30 e domingo às 18h. Ingressos: de R$25 a R$120. Vendas: Sympla.  Duração: 60 min. Classificação: 14 anos. Temporada: até 7 de junho de 2026.

 

 

2 Comentários

Adriana Bifulco

maio 8, 2026 @ 18:27

Resposta

Sua resenha está tão dinâmica quanto o espetáculo, que conta com luzes, vento e a participação dos dois atores. E os perfis diferentes de ambos devem fazer a plateia permanecer atenta, por abordarem temas tão sensíveis. Com certeza, uma peça maravilhosa!!

Maurício Mellone

maio 10, 2026 @ 09:37

Resposta

Adriana, minha querida:
Obrigado!
Pra nós que escrevemos, o Chalita falou
algo tocante ao final da peça, quando foi chamado
ao palco. Disse sobre o ofício ser tão solitário (escrita)
e que o teatro faz com que a obra seja de múltiplas autorias!
Muito obrigado por sua visita constante aqui no FAVO,
sempre com palavras tão amigas e fraternas.
Beijos

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