Filme: Technoboss, foto 1

Technoboss: filme português traz profissional à beira da aposentadoria

De em março 10, 2020

 

Filme: Technoboss, foto 1

Miguel Lobo Antunes, sem nunca ter atuado antes, vive o protagonista do filme de João Nicolau

Depois de ter sido selecionado em importantes festivais de cinema pelo mundo (Suíça, França, Espanha, Portugal e Chile) e ter participado do Festival do Rio e da última Mostra Internacional de São Paulo, estreia nesta semana o filme português Technoboss, do diretor João Nicolau.

 

 

O jurista e advogado Miguel Lobo Antunes, que nunca havia atuado antes, aceitou o desafio do diretor para protagonizar a história que conta o cotidiano de Luís Rovisco, diretor comercial da empresa de segurança SegurVale que está prestes a se aposentar. Para cumprir a agenda de visitas aos clientes, Rovisco passa o dia ao volante do automóvel e, com um senso de humor aguçado, viaja cantando músicas que ele mesmo compõe sobre seu universo de vida.

 

 

 

 

 

Filme: Technoboss, foto 2

Luís Rovisco (Antunes) vive ao volante de seu carro

 

As cenas iniciais do filme já indicam a personalidade daquele homem: Rovisco recebe o telefonema do guincho que irá rebocar seu automóvel que apresentou um problema mecânico. Demonstrando paciência, ele diz que tem todo o tempo do mundo para esperar pelo atendimento. As próximas cenas já trazem o diretor comercial em plena atividade: ao volante ele segue na estrada para visitar os clientes e, do nada, começa a cantar despretensiosamente.

 

 

Além de avaliar as condições de segurança das novas empresas que contratam seus serviços, Rovisco também presta assistência técnica aos antigos clientes, como o Hotel Almadrava. Lá é sempre atendido pela recepcionista Lucinda, papel de Luisa Cruz, que exerce forte atração no sexagenário.

 

 

 

Filme: Technoboss, foto 3

Lucinda (Luisa Cruz) se apaixona por Rovisco

 

O roteiro, assinado pelo diretor em parceria com Mariana Ricardo, aos poucos vai aprofundando o perfil daquele homem. Divorciado, Rovisco mora só, tendo somente seu gato como companhia. Ele mantém uma relação distante com filho e só demonstra amor pelo neto. Na empresa, ele se recusa a sair da ativa, mesmo sendo diariamente surpreendido pela tecnologia, que avança a passos largos. De forma sutil, o diretor lida com temas difíceis, como a finitude, a solidão, a falta de adaptação ao mundo contemporâneo e a vida afetiva na velhice. Mas tudo é mostrado com bom humor e uma dose exata de crítica social. Por não ser ator profissional, Miguel Lobo Antunes imprime verdade ao personagem e sua atuação é o grande destaque do filme.

 

 

 

Fotos: divulgação

Site Aplauso Brasil, especializado em Teatro
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