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Albert Nobbs: composição marcante de Glenn Close


Glenn Close na pele do garçom Albert Nobbs

Se o espectador não estiver muito atento, as primeiras cenas de Albert Nobbs já se desenrolam e não se percebe a participação de Glenn Close, graças à perfeição na caracterização da atriz para dar vida ao garçom Albert Nobbs, que trabalha num hotel, em Dublin, Irlanda.
Num ritmo bem aos moldes do século XIX, sem a agitação característica de hoje, a trama se desenvolve dentro do hotel, com a nítida divisão de classes: de um lado o glamour e ostentação dos hóspedes e de outro a dura e trabalhosa vida dos serviçais. Nobbs não passa por nenhum contratempo até a chegada do pintor de paredes Mr Page, que por falta de acomodação precisa dividir o quarto com ele. O garçom pela primeira vez teme que seu segredo venha a ser revelado.
A cena em que Nobbs entra no quarto para dormir com um estranho é um misto de tensão e ironia. Tendo o público como cúmplice, o garçom não se despe para dormir; mas começa a se coçar de tal maneira que é preciso tirar a roupa para pegar a pulga que o atormenta. Nesta hora o pintor descobre que o dono do quarto na verdade é uma mulher. A tensão perdura até o outro dia, quando Mr. Page revela também ser mulher — Janet McTeer foi indicada à estatueta de melhor atriz coadjuvante.

Nobbs se apaixona pela companheira de trabalho Helen (Mia Wasikowska)

Se até então o roteiro se restringia ao dia-a-dia do hotel, o drama da vida de Nobbs e Page ganha força a partir deste encontro. O garçom não sossega até saber tudo sobre a vida do amigo, que conta que é casado com a mulher dos seus sonhos, mas que já tinha sofrido muita violência e discriminação no passado. A falta de identidade de gênero é comum aos dois. A partir daí, Nobbs, que guarda todos os seus rendimentos para adquirir uma tabacaria, admite estar apaixonado por Helen (Mia Wasikowska), uma funcionária do hotel, e a convida para sair. Ela, incentivada pelo interesseiro namorado, aceita o convite Nobbs, assim como todos os presentes que ele lhe dá. Este conturbado triângulo amoroso e suas ramificações define o desfecho de Albert Nobbs.
Além da brilhante atuação, Glenn Close divide a autoria do roteiro com John Banville e Gabriella Prekop, além de ter participado da produção do filme.

Fotos: divulgação

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4 Comentários para “Albert Nobbs: composição marcante de Glenn Close”

  1. Luiz Carlos Líbano Says:

    Maurício, vi o filme e considero um dos trabalhos mais sutis, delicados e dolorosos na composição da maravilhosa Glenn Close. Meryl Streep realmente mereceu o Oscar, mas o trabalho de Glenn é sutil, composto de minúcias e de uma profundidade impressionantes. Sua resenha tocou em pontos bem significativos, foi bem pertinente.
    Excelente sugestão do blog. Que as pessoas tenham oportunidade de ver um trabalho tão tocante.

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  2. Rodrigo Laufen Says:

    Eu fiquei mesmo procurando por ela …. hehehe
    O filme em si achei meio sem graça, mas não deixa de ser uma lição de vida.
    Visita meu Blog…. http://yogadopensamento.blogspot.com
    Abraços!!

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