Meu Lar

De em setembro 27, 2010

Amarilis, cultivada em casa

Há dias estou com angústias, vontade de chorar, relutando em não me desesperar
pelo mesmo motivo de sempre. Solidão, saudade do amor perdido!
Datas que ainda me fazem refletir sobre o passado, as perdas e a maior delas, a do meu amado!
Ter assistido ao filme “Nosso Lar”, baseado no livro de André Luiz psicografado por Chico Xavier, me abateu novamente. Sei e creio na continuidade da vida. Isto não quer dizer que não haja sofrimento e dor com a separação, com a perda. Poderia destacar do filme aquilo que me desagradou, como uma visão mecanicista de causa e efeito entre vida e morte. Paira a ideia arcaica que o catolicismo há milênios insiste: pecado, céu, inferno. Punição, culpa, medo.
Não é essa a minha visão e meu entendimento sobre DEUS e sobre a vida. Um Ser justo, bondoso, Pai não pune. Viver é também desfrutar das belezas, dos prazeres e dos gozos da vida, oferecidos por DEUS! Sexo é vida, vida somos nós, somos DEUS!
Porém, do filme fiquei com a sensação do vazio, da dor e da saudade do meu amor. Daí a angústia e o choro contidos.
Não quero e não vou dar às costas ao árduo aprendizado. Saudade não pode virar desespero e inconsciência. Meu chão se abriu com a partida dele, há 12 longínquos anos.
A ferida cicatrizou-se (às vezes ainda quer se abrir) …
O chão já contém pontes, elevados.
Hoje, desatar os nós presos na garganta, é o que me move; a palavra, o veículo!

Uba
Site Aplauso Brasil, especializado em Teatro
Tório 2

12 Comentários

Adriano

outubro 1, 2010 @ 18:49

Resposta

Pelo visto, eu não sou o único com fantasmas…

Adorei o texto…vc sabe usar muito bem as palavras e como sempre…curtindo o melhor de SP nos cinemas…

Beijos e continue com seu trabalho…Também passei pelo terror do dilema…Deus X Sexo…mas hoje eu prefiro…caminhar com os dois!

Maurício Mellone

outubro 2, 2010 @ 17:23

Resposta

Adriano:
Esse filme mexeu com fantasmas que pensava estarem
adormecidos em meu peito!
Mas já estou domesticando-os novamente!
bjs

Kleber Lopes

outubro 1, 2010 @ 00:39

Resposta

Maurício,

Parabéns pelo site e textos. Nota-se que vc desata os nós que tem aí dentro de forma apurada e muito bonita.

Não é facil lidar com a perda, saudade, amores, enfim, com o lado que tem as lições da vida. O grande desafio é tirar a lição de cada momento.

Não contive a ansiedade de conhecer seu blog. Valeu a pena!

Bjs,

Kleber

Maurício Mellone

outubro 1, 2010 @ 14:47

Resposta

Kleber:
Que delícia receber sua opinião.
Vc captou a essência e o espírito
desse meu trabalho. Além da linguagem
jornalística (da minha formação),
quero aqui no blog deixar a criatividade solta
e com isso fazer com que outros gêneros literários
floresçam!
Obrigado pelo incentivo
bjs

Isabel Cristina Grego

setembro 30, 2010 @ 21:00

Resposta

No dia em que a historia tomar forma e tudo não for começo e fim da nossa passagem pelo universo, dois mundos estarão lá. Por amor vivemos o pecado, céu, inferno, medos, culpas, prazeres exclusivos, uma boa dose de decepção que estarão presentes dentro da paz que o amor reclama quando não é presente materialmente. A vida tem mania de mudar e trocar os caminhos que mais desejamos, delicias que tanto apreciamos. A resposta para tudo isso deve ser algo muito corajoso, despojado, com doses diárias de ironia. Quem disse que o amor é matéria? Quem disse que não é? Acredito que a surpresa de não poder trocar idéias, dividir a alegria de poder ver com o Gil a evolução que tanto esperávamos em tempos passados, deve ser quase inacreditável dentro da soltura atual. O que fazer para que a felicidade seja cultivada a cada momento? Nunca iremos poder perceber tudo o que está a nossa volta de uma só vez. Quem é o presente ou passado? A presença não é só uma imagem sólida ou algo que se move em frente aos olhos. Ah o amor! Por ele nos medicamos, lamentamos, evoluímos. Existimos sem a piedade das mazelas do destino, muitas vezes sem identidade, sem sonhos e com eterna esperança que o “nosso lar” seja a verdade de um verdadeiro Deus.
Sempre te amei amigo querido, sua existência me faz bem. Suas plantinhas continuam lindas e respondem ao tempo. Existe algo presente nelas, minha intuição adora. Nunca me esqueci das gargalhadas passadas, vivo sem elas, tento aceitar a lição seguindo em frente.
“Saber não é tudo. É necessário fazer. E para bem fazer, homem algum dispensará a calma e a serenidade, imprescindíveis ao êxito, nem desdenhará a cooperação,
que é a companheira direta do amor”.

Emmanuel /Chico Xavier

Maurício Mellone

outubro 1, 2010 @ 14:54

Resposta

Cris, minha amada:
Vc não imagina a alegria e o prazer em ler suas palavras,
tão sábias, esclarecedoras e consoladoras!
Vc tb sabe o qto a amo, a distância física nunca foi barreira
para nos entendermos e crescermos!
Não deixe de exercitar sua linguagem escrita: vc está
com o verbo certeiro! Ponha em prática. Que tal um blog?
Bjs saudosos

Robinson

setembro 29, 2010 @ 20:18

Resposta

Evoé Gil!

Eu celebro a oportunidade que esse cabra nos deu, de exercirtamos o que temos de melhor, tem gente que é assim, faz brotar o amor, a solidariedade o belo.

Evoé Gil!!!
beijos mellone.

Maurício Mellone

setembro 30, 2010 @ 11:44

Resposta

Robinson:
Meu amigo!
Que delícia receber seu carinho com
essas palavras tão emocionantes!
Obrigado e venha sempre me visitar por aqui!
Evoé!
bjs

Adelcio

setembro 27, 2010 @ 19:16

Resposta

Maurício, gostei muito de sua página, conferindo a certeza de seu bom gosto e profissionalismo.

Maurício Mellone

setembro 28, 2010 @ 14:23

Resposta

Adélcio,
Que ótimo q vc gostou do blog. Vou adorar tê-lo como
meu leitor assíduo!
Obrigado pelo incentivo
bjs

ALINE

setembro 27, 2010 @ 17:06

Resposta

Amigo querido! ontem conversamos sobre isso e partilho da sua opinião. Assisti ao Filme “Nosso Lar” no final de semana passado e sai absolutamente consternada. Não por não acreditar em vida após a morte ou na doutrina em si. Mas por não entender como é que se compara, uma pessoa que mata, a uma pessoa que simplesmente não tem força pra parar de fumar??? Também não posso acreditar que um Pai use da mesma punição para “delitos” tão diferentes.
um beijo

Maurício Mellone

setembro 28, 2010 @ 14:28

Resposta

Aline:
Sua crítica é afinada: não se pode colocar no mesmo plano pessoas
que viveram e/ou cometeram delitos diametralmente opostos!
Porém, o filme retrata bem a continuidade da vida. uma dádiva
para todos nós. Fiquei emocionado em diversas passagens!
E sei de sua emoção tb!
Bjs e obrigado pela força!

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