Exposição: Salvador-Dali, foto 1

Exposição Salvador Dali: as várias vertentes do mestre do surrealismo

De em novembro 5, 2014

Exposição: Salvador-Dali, foto 1

El espectro del sex-appeal (1934)

A exemplo do que ocorreu com a mostra da artista plástica japonesa Yayoi Kusama — encerrada em julho deste ano — em que o Instituto Tomie Ohtake recebeu um número recorde de público, a Exposição Salvador Dali também está fazendo grande sucesso, tanto que os responsáveis pela mostra criaram um sistema de senhas para organizar a visitação. As filas são grandes nos finais de semana, mas a mostra fica em cartaz no Instituto Tomie Ohtake até 11 de janeiro de 2015. Programe-se e não deixe de conferir.
Com mais de 200 obras, entre pinturas, gravuras, desenhos, ilustrações de livros, fotografias, vídeos e documentos a mostra de Dali reúne pela primeira vez no país um dos mais significativos conjuntos da obra do artista catalão.

Exposição: Salvador Dali, foto 2

Figuras tombadas em la arena (1926)

A maioria das obras expostas abrangem  a década de 1930, período auge do surrealismo, que teve em Salvador Dali um de seus maiores representantes. No entanto, a curadora acredita que a exposição fará com que o público amplie seu conhecimento sobre o artista:

“Com esta mostra, propomos um olhar que nos ajude a entender Dali em todas as suas vertentes: pintor, desenhista, escritor, ilustrador, apaixonado pela ciência, designer, cineasta. Se considerássemos somente os estreitos vínculos de Salvador Dali com o surrealismo, o artista já mereceria um lugar fundamental dentro da história da arte. Mas não é só por isso que Dali é uma das figuras emblemáticas do século passado: é um dos criadores mais determinantes do século XX, tanto no campo das ideias como no das imagens”, argumenta Montse Aguer.

 

Exposição: Salvador Dali, foto 3

El sentimiento de velocidad (1931)

A exposição é constituída de cinco salas, com as obras dispostas numa ordem cronológica. Na primeira sala, os trabalhos de Dali refletem sua influência do cubismo, com destaque para as telas Natureza Morta (1923), Autoretrato cubista (1923) e Figuras tombadas en la arena (1926). A segunda sala traz também obras que não estiveram na exposição do Rio de Janeiro, como as cinco da Fundação Gala-Salvador Dali e duas do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, instituições de Madrid, Espanha. Destaque para as telas Monumento imperial a la mujer niña (1929), uma das primeiras homenagens de Dali a sua mulher e musa Gala, e El espectro del sex-appeal (1934). Há ainda nesta sala desenhos surrealistas em que Dali expressa sua influência pelas teorias do sonho de Sigmund Freud e ilustrações dele para livros de autores consagrados.

Na terceira sala o espectador tem acesso a uma parede recoberta por fotos do artista, em várias fases da vida; na outra parede, há cartazes de exposições famosas do artista, capas de revistas e um vídeo com comercial com a participação de Dali. Destaque para as telas Idílio atômico e urânico melancólico (1945) e A máxima velocidade da Madonna de Rafael (1954).

 

Exposição: Salvador Dali, foto 3

Rosto de Mae West utilizado como apartamento (1938)

A quarta sala é uma instalação sobre o quadro Rosto de Mae West utilizado como apartamento: a entrada é emoldurada com os cabelos da atriz norte-americana e a pessoa entra e pode se sentar num banco em formato de boca, que fica diante de um espelho gigante. A impressão que se tem é de estar literalmente dentro do rosto e do apartamento de Mae West. Uma experiência inesquecível! A quinta sala traz outra série de fotografias de Dali e as famosas ilustrações do artista para livros, como Dom Quixote de La Mancha do escritor Miguel de Cervantes, Alice no país das maravilhas de Lewis Carroll, O velho e o mar de Ernest Hemingway e Fausto de Johann Goethe. Destaque também para as séries florais Flora Dalinae (1968) e Flordali- les fruits (1969) e um dos últimos óleos do artista Contorção topológica de uma figura feminina convertendo-se em violoncelo (1983).

 

Além de um passeio pela obra e pela vida do artista, a Exposição Salvador Dali é extremamente didática: ao lado de cada peça há um texto da curadoria com dados detalhados da obra, assim como do momento histórico e das correntes de pensamento do período em que Dali produziu a tela.

“Esta exposição convida-nos a repensar o lugar de Salvador Dali na história da arte e a considerá-lo muito além do seu papel de artífice do movimento surrealista”, conclui a curadora Montse Aguer.

Exposição: Salvador Dali, foto 5
Roteiro:
Exposição Salvador Dali – 218 obras do pintor, divididas entre 24 pinturas, 135 gravuras e desenhos. Instituto Tomie Ohtake, Rua dos Coropés, 88, tel. (11) 2245-1900. Horários: de terça a domingo, das 11h às 20h. Ingressos: entrada franca. Distribuição de senhas para organizar a visitação. Temporada: até 11/01/ 2015.

Fotos: divulgação

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