Zedu Lima lança livro,40 Viagens e um Roteiro, foto 1

Zedu Lima lança livro de crônicas, 40 Viagens e um Roteiro

De em abril 15, 2013

Zedu Lima lança livro,40 Viagens e um Roteiro, foto 1

A noite de autógrafos do livro de Zedu Lima foi concorrida e animada

 

 

Escrevo para ser feliz, para me libertar do sofrimento, não para sofrer. É a alquimia da dor em alegria estética. Mesmo quando a coisa é doída, amarga, naquele momento a transformo no ouro que é o poema”.
Ferreira Gullar

Nada melhor do que começar a falar sobre o novo livro de Zedu Lima do que citar a definição do ato de escrever do grande poeta Ferreira Gullar, contida na própria obra que acaba de chegar ao mercado editorial pela Livrus, 40 Viagens e um Roteiro.

E tenho certeza que para o Zedu esta sensação é a mesma, já que suas crônicas — a maioria sobre viagens publicadas originalmente em Turismo em Números, revista do Sindetur/SP— refletem seu eterno bom-humor e otimismo diante da vida!

Tive a honra de ser um dos primeiros leitores destas crônicas (recebia os originais, ainda quentinhos!) e melhor ainda, publiquei aqui no Favo cinco delas, que tiveram excelente repercussão. Fiz campanha corpo-a-corpo com o autor para que elas chegassem a um número maior de leitores e qual não foi a minha alegria em não só receber a notícia que o livro sairia como teria a honra de fazer a orelha da obra!
O próprio Zedu na apresentação do livro relata que estas crônicas são provenientes da fonte mutável da memória:

“A maioria delas fala de viagens e como hábitos vivenciados em ouros cantos do mundo agiram sobre mim. Mas continuei a viajar pelos livros, pela canção popular, pelos filmes, pelo inesperado de um achado, pelo passado, que ilumina o presente com a luz amena na saudade e nos faz recriá-lo com o forte e amoroso sol dos dias de hoje”, argumenta o autor.

Zedu Lima, capa do livro, foto 2

Capa do livro editado pela Livrus

Com o mesmo alto astral e a linguagem solta e direta já demonstrados no livro lançado em 2010 pela Livrus, Na Medida Certa da Boa Educação, que escreveu em parceria com Jerson Dotti, Zedu selecionou de seu vasto arquivo estas crônicas de 40 Viagens e um Roteiro.
Além das ricas experiências das viagens que fez pelo mundo e que ficam deliciosamente registradas nas crônicas, o autor revela neste livro seu amor pelas artes em geral, principalmente pela música, pela literatura e pelo cinema. Com uma memória prodigiosa e o rigor adquirido na longa carreira jornalística, Zedu é sempre bem-humorado e ri de si mesmo. Em As colunas de Paternon e a minha escoliose lombar, isto fica claro:

“Ao passar ao lado do Paternon,  a guia comentou: ‘reparem o equilíbrio, a segurança e a austeridade de suas colunas equilibrando o teto e outras obras de arte’. Foi com misto de inveja e de raiva que olhei para aquelas colunas. Orgulhosamente de pé há 2.500 anos, tendo enfrentado invasão turca, os bombardeios de duas Guerras Mundiais e outros percalços, permaneciam eretas e saudáveis, sem nenhum desvio. A minha coluna, milhares de anos mais jovem, me deixava travado, torto, dolorido e irritado por um simples passo mais apressado”.

 

No prefácio, o escritor Ignácio de Loyola Brandão ressalta a maneira de escrever de Zedu, que é “objetiva, direta”:

 

“Poupa palavras, porque sabe usá-las. Quando leio textos como os que estão neste livro me deixo levar pela fluência, pelo domínio da narração. Divirto-me ou me entristeço. Entrego-me. Isso é o que ele consegue do leitor: a entrega. A grande marca do escritor”, diz Loyola Brandão

Para aguçar o apetite dos leitores, gostaria de ressaltar outra crônica, que publiquei aqui no Favo, Melancolia, uma angústia perpétua, em que Zedu ao escrever sobre o filme do diretor Lars Von Trier de 2010 faz uma análise conjunta com outro filme, Trinta anos esta noite, de Louis Malle, de 1963: “Muitas associações podem ser feitas entre os dois filmes”, diz o autor, que  contrapõe cenas destes filmes numa argumentação tocante. Na mesma crônica, ela ainda cita a canção Modinha, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, fundamentando ainda mais sua tese.

Zedu, agora que seu baú foi destravado, ficamos à espera de outras delícias. Se quiser voltar a usar este blog como um canal de comunicação com seus leitores, fique à vontade. Terei o maior prazer e honra!

 

Fotos: divulgação


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