Foto 2: luzes na cidade

Walderez de Barros imprime seu vigor em Hécuba, tragédia de Eurípedes

De em dezembro 7, 2011

Walderez de Barros protagoniza a tragédia de Eurípedes

Histórias e textos clássicos permanecem vivos e provocam reflexão sempre que encenados e reencenados. É o caso da tragédia de Eurípedes Hécuba, que revela o horror da guerra e suas trágicas consequências. Com adaptação, direção e figurinos de Gabriel Villela, quem dá vida à rainha de Troia é a premiada e consagrada atriz Walderez de Barros, em mais uma de suas brilhantes atuações. Em cartaz no Teatro Vivo, a montagem traz no elenco Fernando Neves, Flávio Tolezani, Léo Diniz, Luiz Araújo, Nábia Vilela, Luísa Renaux, Marcello Boffat e Rogério Romera.
A Guerra de Troia que durou aproximadamente 10 anos, entre 1300 e 1200 a.C., fundamenta a tragédia de Eurípedes, que apresenta a rainha de Troia Hécuba (esposa do rei Príamo) já derrotada e na condição de escrava. A peça tem uma nítida divisão: na primeira parte Hécuba recebe a trágica informação de que sua filha caçula Polixema (Nábia Vilela) deveria ser sacrificada no túmulo de Aquiles. A jovem virgem, demonstrando heroísmo, prefere a morte à escravidão e segue para o sacrifício. Ao preparar os funerais da filha, Hécuba é surpreendida com outro horror: seu filho Polidoro (Luiz Araújo) que, de posse de parte do ouro dos troianos, havia sido confiado a Poliméstor (Fernando Neves), rei do Quersoneso Trácio, é encontrado morto. Poliméstor, sabendo da rendição de Troia, manda matar Polidoro para se apoderar de sua fortuna. Tem início, então, a segunda parte da tragédia: desolada mas enfurecida, Hécuba parte para vingar a morte dos filhos. Com o auxílio das troianas, atrai Polimestor e seus dois filhos a sua tenda, onde elas matam os rapazes e arrancam os olhos do pai.

Hécuba e as troianas: figurino de Gabriel Villela e máscaras e adereços de Shicó do Mamulengo

Para a professora Cristina Franciscatto, doutora em Literatura Grega Antiga, “Eurípedes coloca em cena a completa desolação trazida pela guerra: a crueldade e desumanização”. O diretor Gabriel Villela apresenta uma adaptação enxuta (60 minutos) da tragédia de Eurípedes, além de assinar o figurino que além de cores vibrantes tem várias funções (a saia das troianas vira uma espécie de xale e turbante). Outros destaques da montagem são o cenário em madeira de Márcio Vinícius e as máscaras e adereços do artista plástico potiguar Shicó do Mamulengo usados pelos atores.

Fotos: João Caldas


2 Comentários

Luiz Carlos Líbano

dezembro 15, 2011 @ 01:51

Resposta

Tô louco pra ver, mas falta-me tempo pra respirar até.
Espero que a temporada seja prorrogada.
Abraços.
Luiz.

Maurício Mellone

dezembro 15, 2011 @ 14:43

Resposta

Luiz:
Tomara q vc consiga assistir ou então torcer para q voltem em janeiro!
Bjs

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